Este trabalho destaca a re(criação) da negritude e suas potências, envolvendo a psicologia, os algoritmos, e aponta para a gamificação como uma possibilidade de ferramenta importante na construção de uma identidade negra enquanto um reforçador positivo para as crianças. No campo da psicologia, e permeando as tecnologias, ainda hoje, deparamo-nos com mecanismos que insistem em manter padrões de branquitude normativa, impossibilitando que corpos negros se construam com uma visão fortalecida de si, do mundo e do futuro, a partir das histórias reais da negritude e de suas potências. Assim, com o objetivo de conectar a negritude das crianças enquanto potência, este trabalho traz a gamificação como uma ferramenta relevante. A pesquisa problematiza aspectos que influenciam na formação de crenças negativas da criança, visando estratégias para permitir uma visão racial realista. A metodologia incluiu oficinas com jogos focados na motivação, engajamento e desafios voltados para uma percepção positiva do ser negro. Foram usadas ferramentas como Canvas, YouTube e a busca no Google para criar recursos digitais que reforçam as representatividades. Isso possibilita encarar face a face as imagens, as produções escritas e o digital como formas de (re)criação da imagem das pessoas negras por meio de plataformas, aplicativos e inteligência artificial.
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