Colombia
Granada, España
En el presente artículo se hace un diagnóstico del presente alrededor de la configuración ética del sujeto promovida por el neoliberalismo y de sus consecuencias para la educación. Para ello, se parte metodológicamente de las rejillas analíticas foucaultianas: el saber, el poder (concebido como gobierno) y la subjetivación. Concluimos que: (1) Se ha pasado de las sociedades disciplinarias a las sociedades de control a campo abierto que tienen un carácter neopanóptico; (2) en ellas los sujetos son gobernados a través de los dispositivos para la localización del sujeto; (3) el neoliberalismo busca destruir la acontecimentalidad del vivir y gobernarnos a partir de lo-mismo; (4) el modelo empresarial es asumido como êthos contemporáneo; (5) el sujeto es gobernado por la promesa de la libertad total y la ilimitación del deseo y el rendimiento y (6) cómo la colonización neoliberal de la educación coadyuva en la construcción de este neosujeto autogobernado, autorregulado, autoexplotado (productivo), hiperactivo y consumista (deseo, placer).
This article is a diagnosis of the present regarding the ethical configuration of the subject promoted by neoliberalism and its consequences for education. To this end, it is based methodologically on Foucault's analytical guideline: knowledge, power (conceived as government) and subjectivation. It is conclude that: (1) It has moved from disciplinary societies to open-field control societies that have a neo-panoptic nature; (2) in them the subjects are governed by subject-location devices. (3) neoliberalism seeks to destroy the eventful nature of living and to govern us based on the-same; (4) the business model is assumed as contemporary êthos; (5) the subject is governed by the promise of total freedom and the unlimitedness of desire and performance and (6) we conclude how the neoliberal colonization of education contributes to the construction of this self-governed, self-regulated, self-exploited (productive), hyperactive and consumerist (desire, pleasure) neosubject.
Este artigo diagnostica a configuração ética do assunto promovida pelo neoliberalismo e suas conseqüências para a educação. Para isso, partimos metodologicamente das redes analíticas foucaultianas: conhecimento, poder (concebido como governo) e subjetivação. Concluímos que: (1) passamos de sociedades disciplinares para sociedades de controle de campo aberto que têm um caráter neopanótico; (2) nelas os sujeitos são governados através de dispositivos para a localização do sujeito; (3) o neoliberalismo procura destruir a acontecimentalidade da vida e nos governar a partir de nós mesmos; (4) o modelo empresarial é assumido como o êthos contemporâneo; (5) o sujeito é governado pela promessa de liberdade total e pela falta de limites do desejo e do desempenho; e (6) como a colonização neoliberal da educação contribui para a construção desse neo-subjeto autogovernado, auto-regulado, auto-explorador (produtivo), hiperativo e consumista (desejo, prazer).
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