Parte de uma pesquisa de doutorado 5, este artigo busca compreender o processo dos conflitos escolares vetorizado por forças territoriais e a tentativa de implementar a convivência democrática por uma cultura de paz através das assembleias, enquanto dispositivos, em uma escola reconhecida por promover Educação Democrática. A cartografia social bem como as pistas e o ethos cartográfico é o método que orienta o trabalho. O território habitado para investigação faz parte de uma comunidade periférica localizada no limite perimetral entre uma capital brasileira e uma favela de outro município, conurbadas. A escola é pública e faz parte da rede municipal de ensino da capital. A professora regente acompanha a turma há dois anos e foi observado que ela atua de forma a territorializar as crianças em uma cultura de escuta e respeito a todos os tipos de vida na maioria do tempo. Identificamos que longe do cerceamento, seja da presença da professora ou dos outros olhos da escola (coordenadoras/es e diretoras), alguns conflitos eram recorrentes, culminando, inclusive, em agressões físicas. Esta comunidade escolar utiliza as assembleias enquanto dispositivo institucionalizado no cotidiano, estimulada pelas rodas de conversa com frequência mensal. Analisou-se cartograficamente um desses episódios e refletiu-se de que maneira a convivência democrática tem sido pautada no viverCOM dessa comunidade escolar. A participação de duas estudantes do quinto ano do Ensino Fundamental I em um trabalho de campo externo à escola, no Instituto Inhotim, foi pauta da assembleia e discutida mediante a literatura sobre violência escolar e convivência democrática, inseridas na cultura da paz.
Part of a doctoral study 5, this article examines the process of school conflicts driven by territorial forces, as well as the effort to implement democratic coexistence for a culture of peace by means of assemblies as devices in a sthat is recognized for promoting democratic education. Social cartography, including cartographic ethos and hints, is the method guiding the work. The inhabited research territory is part of a peripheral community situated at the boundary of a Brazilian state capital, within an area that forms a conurbation with a favela in another municipality. The school is public and part of the municipal education system of this capital. The teacher responsible for the class has been with it for two years and was observed engaging in territorializing practices that foster a culture of listening and respect for all forms of life among the children most of the time. We found that while the children were unrestrained—whether by the presence of the teacher or other school staff, such as coordinators and principals—some conflicts were recurrent, culminating in physical aggression. This school community uses assemblies as an institutionalized device in daily life, stimulated by the talking circles that are monthly held. One of these occasions was analyzed cartographically, which involved reflecting on how the democratic coexistence has been guided by the way this school community members coexist and interact with each other. The participation of two students from the fifth grade of basic education in a field work out of the school, at the Inhotim Institute, was in the assembly agenda and was discussed considering the literature on school violence and democratic coexistence, within a culture of peace.
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