Throughout a professional journey focused on fostering the inclusion and belonging of students with disabilities in higher education, it was possible to map out certain guidelines that lead to pedagogical strategies aimed at challenging the ableist culture embedded in these institutions. With this focus, I propose, through this theoretical-practical narrative, a reflection on the work of students undertaking internships in the field of accessibility at Higher Education Institutions. Aiming to problematize issues surrounding this practical-formative activity, I consider that, beyond a mere accessibility procedure, such activity can function as an anti-ableist mechanism due to its impact on promoting institutional accessibility and on the academic and professional development of students. Viewing accessibility as a cross-cutting field of training and practice, and drawing on post-structuralist epistemological frameworks coupled with the conceptual contributions of intellectuals, researchers, and artists with disabilities, I present an analysis of the practical-formative activities that constitute internships in accessibility. Through the records of activities that include internship guidance and supervision, I mapped out some of the reverberations of this work carried out with students both with and without disabilities, from various fields of knowledge. To this end, I share some experiences and reflections, highlighting this mechanism as both a means of eliminating institutional barriers and constructing an ethical, critical, and accessible praxis.
Ao longo de uma jornada profissional voltada à participação com pertencimento de estudantes com deficiência no acesso e permanência à educação superior, foi possível mapear algumas linhas que direcionam para agenciamentos pedagógicos que contribuem para tensionar com a cultura capacitista presente na estrutura dessas instituições. Com esse mote, proponho, por meio dessa narrativa teórico-prática, uma reflexão sobre a atuação de estudantes que realizam estágios na área da acessibilidade nas Instituições de Ensino Superior. Com o intuito de problematizar questões em torno dessa atividade prático-formativa, considero que, para além de um procedimento de acessibilidade, tal atividade pode se configurar como um dispositivo anticapacitista devido ao seu impacto na promoção de acessibilidade institucional e na formação acadêmica e profissional de estudantes. Entendendo a acessibilidade como um campo transversal de formação e atuação, e tendo como arcabouço teórico os referenciais epistemológicos pós-estruturalistas agenciados às contribuições conceituais de intelectuais, pesquisadoras(es) e artistas com deficiência, apresento uma análise acerca das atividades prático-formativas que constituem o estágio em acessibilidade. Por meio dos registros das atividades que compõem as orientações e supervisões de estágio, foram cartografadas algumas das reverberações desse trabalho realizado com estudantes com e sem deficiência, oriundos de diferentes áreas do conhecimento. Para tanto, compartilho algumas experiências e reflexões, destacando esse dispositivo tanto para a eliminação de barreiras institucionais quanto para a construção de uma práxis ética, crítica e acessível.
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