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Relações familiares/depressão dos idosos institucionalizados na ram

  • Autores: Rita Maria Vale Brazao
  • Directores de la Tesis: Juan Carlos Marzo Campos (dir. tes.), José Antonio García del Castillo Rodríguez (dir. tes.)
  • Lectura: En la Universidad Miguel Hernández de Elche ( España ) en 2014
  • Idioma: portugués
  • Tribunal Calificador de la Tesis: Carmen López Sánchez (presid.), José Luis Carballo Crespo (secret.), José Miguel Latorre Postigo (voc.), Paulo Azevedo Dias (voc.), Maite Cortés Tomás (voc.)
  • Materias:
  • Enlaces
  • Resumen
    • É amplamente reconhecida a importância que o fenómeno do envelhecimento assume, nos dias de hoje, em Portugal, tal como em outros contextos europeus e mundiais e na Madeira em particular.

      Foi estimada a prevalência da depressão e a sua relação com os conhecidos fatores de risco, numa amostra de 180 idosos, com idades superiores a 60 anos distribuídos em dois grupos residentes nos Lares da região Autónoma da Madeira, grupo I (idosos com acompanhamento familiar), grupo II (idosos sem acompanhamento familiar), para tal utilizou-se a escala de depressão geriátrica de (Yesavage et al., 1983), para identificar a presença de depressão.

      Obteve-se uma elevada taxa de prevalência de depressão (63,3 %), entre as mulheres em geral (74,4%), enquanto os homens apresentaram uma prevalência de apenas (25,6 %).

      Podemos verificar que a distribuição dos idosos pelas categorias consideradas de estado civil, não é idêntica, 30% dos idosos com acompanhamento são casados, enquanto nos idosos sem acompanhamento predominam os viúvos (55,6%) e os Solteiros (28,9%), o que vem ao encontro ao esperado, em que os idosos sem acompanhamento familiar apresentar um índice de depressão na ordem dos (63,3 %) muito superiores ao grupo de idosos com acompanhamento (36,7%). A comprovar as nossas expectativas 64,9% dos idosos sem depressão são acompanhados pela família.

      Um achado que causou alguma surpresa e contrariou o expectável foi a variável ¿o número de filhos¿ em que o diagnóstico de depressão é independente do número de filhos (valor-p = 0,434), as percentagens de depressão de idosos nos dois grupos são semelhantes seja qual for o número de filhos que se considere, as diferenças observadas não são estatisticamente significativas.

      Sugerem-se novos estudos mais abrangentes, para a compreensão da relação entre a depressão por falta de acompanhamento familiar, bem como a elevada taxa de prevalência da depressão entre os idosos institucionalizados.


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