O presente trabalho pretende dar a conhecer a obra mais representativa de Viana de Lima. Obra essa que foi reflectindo, ao longo do tempo, a sua personalidade. Mas o carácter de um indivíduo não pode ser dissociado do meio, de um conjunto de factores incluindo os sociais/históricos e políticos do País, da Europa, Mundo e do seu tempo.
De acordo com a linha de pensamento do pintor Wassily Kandinsky, cada artista tem uma palavra a dizer, tal como a Nação a que o artista pertence. A Nação espelha-se na forma e cria a componente nativa da obra. As épocas exteriorizam--se de formas diferentes, e esse reflexo temporal, segundo Kandinsky, chama-se de estilo de uma obra. A presença destes três factores é inevitável e distinguem a ¿obra¿.
Numa outra perspectiva, relativamente ao estilo, Nicos Hadjinicolaou remete-nos para uma interpretação da noção de estilo. Ele recusa a legitimidade da adopção dos termos particulares ligados tradicionalmente à noção de estilo como «estilo de um artista» «estilo nacional». Além da noção colectiva de estilo, remete-nos unicamente para a noção de «estilo de uma imagem» (ideologia imagética de uma imagem). ¿...quer a ideologia imagética de uma obra particular quer uma ideologia imagética na sua particularidade regional ou nacional só têm existência em relação às ideologias imagéticas colectivas a que estão subordinadas...¿. A título de modelo de referência a ideologia imagética barroca só é possível entende-la se for fundamentada com pesquisas específicas.
A obra de Viana de Lima pode, em parte, estar disciplinada a uma ¿ideologia imagética colectiva¿, definida como por exemplo, o Movimento Moderno e suas derivações. No entanto essa doutrina só pode ser apurada se for alicerçada com uma observação/pesquisa e se verifique a existência desse resíduo.
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