Esta investigação compromete-se com a hermenêutica de obras de Eugénio Tavares (1867-1930) e Baltasar Lopes da Silva (1907-1989) sob o prisma do conceito filosófico de Bildung (formação humana), interpretando, no mesmo movimento da exploração dessa Bildung dos (e nos dois) escritores, possíveis dimensões filosóficas (implícitas) em suas obras, dimensões que, em verdade, configuram um modo de pensar a cabo-verdianidade no processo do seu fazer no tempo em que viveram. Assim, a experiência da Bildung (formação humana) nos dois autores, explica-se mediante uma persistente tarefa hermenêutica de escuta e, portanto, capaz de entrar no jogo das suas palavras e escutar (e no mesmo movimento de ser) projectar (isto é, construir – sentido de Bildung) um pensamento de fundo sensível, capaz de dar conta da aventura humana do Quem somos, a partir do Quem fomos, insistindo no onda do Quem seremos, enquanto cabo-verdianos, outrossim, preocupando-se com própria condição humana.
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