O livro “Os Indígenas e as Justiças no Mundo Ibero-Americano (Sécs. XVI-XIX)” pretende analisar, de um modo aprofundado, as múltiplas e criativas interações que os naturais das Américas mantiveram com as instâncias do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, do Juízo Eclesiástico Diocesano e dos tribunais seculares. O ponto de partida é declaradamente comparativo, de forma a compor uma imagem panorâmica desta questão nas Américas espanhola e portuguesa. De entre os tópicos abordados neste livro, destacam-se o tratamento dado aos indígenas na cultura jurídica das três principais jurisdições presentes na sociedade colonial (eclesiástica, inquisitorial e ordinária); as suas distintas formas de controlo ou de proibição de costumes, práticas e rituais; e, ainda, a pluralidade de respostas por parte dos indígenas e das suas “justiças”.
págs. 11-18
págs. 19-28
págs. 29-86
Sem medo de deus ou das justiças: Os poderosos do sertão e o discurso colonial de Francisco Xavier de Mendonça Furtado para os indígenas do Grão-Pará (segunda metade do século XVIII)
págs. 87-128
págs. 157-190
Ubi societas ibi ius: Os indígenas nos auditórios eclesiásticos do espaço luso-americano
págs. 191-218
Cultura política indígena e política indigenista no Rio de Janeiro colonial: Disputas jurídicas sobre terras e identidades étnicas dos índios aldeados (de meados do século XVIII ao XIX)
págs. 219-240
Procesos de guerra justa en la Amazonía portuguesa (siglo XVII): La influencia indígena en la construcción de las fronteras coloniales
págs. 241-272
Unas reflexiones sobre las justicias indígenas andinas: Su relación con el aprendizaje de la cultura escrita. El Papelmanda
págs. 273-308
págs. 309-340
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