Índice 1. Abrindo um portão 2. Passos em direção a uma pequena teoria do visível (para Yves) 3. Conversa de estúdio 4. A caverna Chauvet 5. Penélope 6. Os retratos de Fayum 7. Degas 8. Desenho: correspondência com Leon Kossof 9. Vicent 10. Michelangelo 11. Rembrandt e o corpo 12. Um pano sobre o espelho 13. Brancusi 14. O Rio Pó 15. Giorgio Morandi (para Gianni Celati) 16. Puxe a outra perna, são os sinais de Deus sobre ela 17. Frida Kahlo 18. Uma cama (para Cristoph Hänsli) 19. O homem de cabelo desalinhado 20. O pomar de Macieiras (carta aberta a Raymond Barre, prefeito de Lyon) 21. Pincéis de pé em potes 22. Contra a grande derrota do mundo 23. Correspondência I. As garças II. As garças e as águias III. Como conviver com pedras 24. Será uma semelhança? (para Juan Muñoz) |
Bolsões de resistência é um compêndio de vinte e quatro ensaios escritos por John Berger entre 1992 e 2000. Cada ensaio representa uma nova experiência de apreensão e compreensão do visível, seja na arte ou na nossa vida diária. Berger explica, através da leitura de obras de artistas tão diversos como Michelangelo, Goya, Degas, Brancusi ou Michelangelo Antonioni e cartas ao Subcomandante Marcos e Leon Kossof, que arte, política são sinônimos de resistência na busca de liberdade, reafirmação do desejo e criação.
Berger ajuda e ensina a ver ao mesmo tempo que nos permite respirar. Em nenhum momento diz como devemos ver, mas nos desvenda a sua caixa de ferramenta para que nós mesmos possamos criar nossa própria maneira. Utiliza um vocabulário extremamente simples e poético que transforma a leitura em aprendizagem, em experiência do sensível.
| (Extrato) 1 ABRINDO UM PORTÃO O teto do quarto de dormir é de um azul celeste desbotado. Há dois grandes ganchos enferrujados aparafusados nas vigas, há muito tempo atrás o fazendeiro pendurava neles suas lingüiças e presuntos defumados. É nesse aposento que estou escrevendo. Fora da janela há velhas ameixeiras cujas frutas agora se tornam de um azul-negro, e atrás delas a colina mais próxima forma o primeiro degrau para as montanhas.
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