El conocimiento transformador tiende a mirar hacia el futuro. Sin embargo, pensar el fututeo sin mirar críticamente el pasado nos hace correr el riesgo de llover sobre mojado o de inventar el agua tibia. En este sentido, para transformar hay que conocer y reconocer los aportes de nuestros antepasadps. El libro que tienes en tus manos es, precisamente, el resultado mirar con seso y afecto la obra de 12 precursores y referentes importantes de la Pedagogía social en el mundo. Se trata de una docena de ensayos biográficos de las producciones académicas esos pensadores. La finalidad de estos escritos es doble. Por un lado, identificar a los autores que dieron origen a la Pedagogía social, por otro, dar a conocer sus obras y, en algunos casos, profundizar en alguna de ellas. Aclaro que no se trata de aproximaciones meramente informativas, sino de esfuerzos intelectuales por dejar claros los aportes fundamentales de esos pensadores en la construcción teórica de la disciplina y cómo sus trabajos coadyuvaron en el fortalecimiento de la práctica socioeducativa.
La actualidad que nos ha tocado vivir está muy lejos de ser anodina. El nuestro es un tiempo de retos sociales que no interpelan a esta o aquella persona, sino a la humanidad toda. Estos retos nos obligan a reconocer la necesidad de contar con un nuevo contrato social donde la educación tiene un papel medular. En 2021, la UNESCO publicó en informe "Reimaginar juntos nuestros futuros. Un nuevo contrato social para la educación". El alarmante punto de partida del informe es que los humanos y el planeta que habitan están amenazados, básicamente por la acciones irreflexivas de los primeros. Las desigualdades sociales y económicas, el cambio climático, la pérdida de biodiversidad, el uso de los recursos que sobrepasa los límites planetarios, el retroceso de los sistemas políticos democráticos y las tecnologías de automatización se han agravado y, tristemente, caracterizan al mundo actual. Estas crisis socavan los derechos humanos y dañan la vida en la Tierra. A esto se suman los estragos de la pandemia, la cual puso al desnudo nuestra fragilidad y cómo la estabilidad de nuestros mundos depende de nuestras interconexiones. Por ello, es necesario actuar conjuntamente para cambiar el rumbo actual e imaginar futuros distintos. Esto plantea dos retos principales: garantizar el derecho a una educación de calidad para todos y aprovechar plenamente el potencial transformador de la educación para construir un futuro sostenible común.
Según la UNESCO, la educación que necesitamos debe guiarse por los principios de cooperación y solidaridad, y alejarse de la exclusión y la competencia individualista que durante décadas han marcado el devenir de la educación tradicional. Debe, además, fomentar la empatía y la compasión para que las personas desarrollen la capacidad de trabajar juntas y de transformarse a sí mismas y al mundo. Ese ha sido, desde hace más de un siglo, el propósito de la pedagogía social. La pedagogía social busca que las relaciones entre los seres humanos les permitan desenvolverse y desarrollarse de manera positiva, integral y participativa (Pérez-Serrano, 2024: Petrus, 1997). Esta disciplina actúa tanto en el ámbito de la necesidad (déficits, problemáticas y vulnerabilidad) como en el de la libertad (crecimiento, desarrollo, progreso y cultura), promoviendo el cultivo de la agencia individual con responsabilidad colectiva (Úcar, 2016).
La Pedagogía social es como un faro que lleva a buen puerto las naves de la compresión y transformación de las dinámicas sociales. Ese faro no creció solo, como lo hace un árbol. Fue construido por el trabajo denodado de muchas personas, entre ellas, los doce autores cuyo trabajo se menudea en este libro.
Esperamo que los textos que siguen inspiren a los lectores y los anime a explorar más allá de estas fuentes, a cuesionar, a reflexionar y, sobre todo, a contribuir al continuo crecimiento y desarrollo de la pedagogía social. Gracias al CEPOPES por su dedicación y por brindarnos esta valiosa obra que sin duda se convertirá en un referente indispensable para estudiantes, académicos y profesionales interesados en el fascinante mundo de la pedagogía social.
Fontes da Pedagogia Social é um projeto tecido a várias mãos.
Mãos que unem corpos e mentes com o objetivo de (re)conhecer os precursores e as precursoras da Pedagogia Social/Educação Social no mundo. O projeto teve origem na ocasião em que educadores(as) sociais, estudantes de pós-graduação, encontraram-se na universidade estudando suas próprias práticas e interessando-se pelos estudos comuns da Educação Social. Nasce o Coletivo de Educação Popular e Pedagogia Social (Cepopes). O ano era 2015, num entardecer de primavera, rodeados de livros e textos recém chegados da Espanha e desejantes por (re)conhecimento da sua produção intelectual. Seis educadores(as) estudantes/pesquisadores(as) iniciam uma caminhada que segue caminhante, agregando gente com interesses em comum.
Identificados(as) como “práticos-pesquisadores e pesquisadorespráticos”, alinham-se ao exercício freiriano de promover a açãoreflexão-ação de maneira permanente. Um grupo que foge à tradição acadêmica da produção intelectual, vinculando trabalhadores(as) como pesquisadores(as), cujo resultado de suas pesquisas retorna imediatamente aos seus espaços de trabalho.
O Cepopes, hoje constituído por dezenas de pessoas, foi tecendo a pesquisa Fontes da Pedagogia Social no tempo do entremeio de tantas outras ações que desenvolveu até aqui. Pesquisa alimentada ao longo de quase oito anos, estruturando-se com interesse em encontrar as raízes do pensamento crítico ao longo da história da conformação da Pedagogia Social no mundo. Uma pesquisa financiada com o esforço humano de cada um(a) que contribuiu com a escolha dos(as) autores(as), com o estudo comprometido, com muita leitura, com a participação nos momentos de partilha, na sistematização dos dados, na produção de mapas e no seminário de validação dos resultados.
A Pesquisa de Fontes da Pedagogia Social iniciou com a identificação de pensadores(as) que consideramos precursores(as) no uso da expressão, na criação do conceito, na estruturação práticametodológica e na sistematização de experiências. Entre os mais de 20 autores(as) encontrados, selecionamos aqueles(as) que demonstravam maior dedicação em suas obras ao tema, sobretudo por terem feito uso da expressão Pedagogia Social ou Educação Social e já falecidos. Depois, buscamos relacionar quais autores(as) influenciaram a construção das concepções de Pedagogia Social e Educação Social, uma vez que percebemos que as duas expressões ora se distinguiam, ora eram tratadas como sinônimos. E, por fim, entrecruzamos suas andanças para tentar encontrar as influências teóricas que poderiam ter efeito sobre suas definições de Pedagogia Social/Educação Social, com dados sistematizados pela Gabrieli Oliveira, que resultaram na construção de um mapa, elaborado primorosamente pela Thayná de Moraes Ramos.
A estruturação da pesquisa contou com a apreciação atenta do Prof. Dr. Danilo Streck (UCS), que, pela sua experiência e relação com o Cepopes, contribuiu muito para a qualificação dos processos.
Foram escolhidos 12 pensadores(as) para dedicarmos o estudo.
Em seguida, passamos à identificação de quais pessoas fariam o estudo de cada autor(a). Com a concentração de autores europeus do século XVIII, sobretudo da Alemanha, encontramos poucas traduções do alemão para outras línguas. Logo precisamos de pessoas com conhecimento na língua alemã para estudar e produzir os textos. Nessa etapa, o bolsista Henrique Luis Engel foi fundamental.
Pequenos seminários foram sendo feitos com o objetivo de qualificar os resultados. Assim, podíamos conhecer todos os(as) autores(as) e perceber quais as relações entre eles(as), além de qualificar o conteúdo e a forma. Durante o tratamento dos dados, algumas questões foram sendo evidenciadas: Com a predominância de pensadores europeus, havia Pedagogia Social em outros continentes? Seria possível identificar fontes da Pedagogia Social na América Latina? Sobre a questão de gênero na produção acadêmica, quem eram as mulheres fonte da Pedagogia Social? E os(as) práticos(as), como sistematizam suas experiências e como encontrá-los(as)? Entre as tentativas de responder a todas as questões que eram levantadas, culminamos essa etapa de estudos com um seminário interno que contou com comentadores(as) especialmente convidados para esse momento. Cada comentador(a) recebeu um volume de textos sobre os quais, após as apresentações, teciam suas percepções. Foram fundamentais nessa etapa as participações do Prof. Dr. Maurício Perondi (UFRGS), da Profa. Dra. Suzete Terezinha Orzechowski (Unicentro), e do Prof. Dr. Alexandre Magno Tavares da Silva (UFPB). O seminário resultou no amadurecimento das escritas.
Uma segunda etapa da pesquisa já está em curso. Novas abordagens no estudo de Fontes da Pedagogia Social/Educação Social serão reveladas
págs. 21-38
págs. 39-56
Paul Natorp: O precursor da epistemologia da pedagogia social
págs. 57-68
págs. 69-88
págs. 89-108
José Ortega y Gasset: contribuições políticas, educativas e sociais à pedagogia social
págs. 109-124
págs. 125-138
Anton Semionovich Makarenko: ressignificação do sujeito mediante práticas educativas coletivas
págs. 139-150
Lorenzo Luzuriaga: as relações da educação social, política e sociedade
Marilene Alves Lemes, Orlando de Oliveira Pinhero, Alex Seixas Eifler
págs. 151-168
Thiago Matheus Würth: pionerismo, formação e reconhecimento
págs. 169-186
Klaus Mollenhauer: a emancipação como princípio e reconhecimento
págs. 187-200
José María Quintana Cabanas: a sistematização da pedagogia social na Espanha
págs. 201-218
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