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Marília Camotti Bastos
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Vanessa Coan Bittencourt
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Rudimar Molin
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Gabriel Barth
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Dimas Agostinho da Silva
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Brasil
O Brasil se destaca internacionalmente devido a sua grande produção agrícola. Entre os principais cultivos encontra-se a soja (Glycine Max), que no ano de 2022/23 foi responsável pela área colhida de 44.079,8 mil hectares. Devido a sua produção em larga escala no país e internacionalmente, ocorre a geração de expressiva quantidade de biomassa residual da produção de grãos que permanece no campo, e que oferece alto potencial como fonte de energia. O objetivo deste trabalho foi determinar o potencial de uso da biomassa residual de cultivares de soja para produção de energia elétrica bem como a quantidade de nutrientes nesta biomassa. Dentro destas perspectivas implantou-se dois experimentos nas estações experimentais da Fundação ABC nos municípios de Arapoti e Ponta Grossa, estado do Paraná, sul do Brasil. Foram avaliados 10 cultivares de soja (BRS 232, BRS 284, CD 206, NA 5909RG, NK 3363, Roos AvanceRR, TMG 7262RR e V TopRR) em cada experimento. Foram determinadas a produtividade de grãos e de biomassa residual na maturação fisiológica. A determinação do poder calorífico superior (PCS) da biomassa residual foi realizada utilizando-se uma bomba calorimétrica adiabática e a determinação de P, K, Ca, Mg, Cu, Fe, Mn e Zn foi realizada por digestão seca com incineração em forno tipo mufla. Multiplicando-se a biomassa produzida pelo PCS e teor de nutrientes, determinou-se o potencial de geração de energia e de exportação de nutrientes. A biomassa residual da soja das cultivares estudadas possui elevado potencial de geração de energia que pode variar entre cultivares dependendo do local de cultivo. A quantidade de nutrientes na biomassa e consequentemente necessidade de reposição com sua colheita para a produção de energia se encontra na ordem decrescente de K-Ca-Mg-P-Fe-Mn-Cu-Zn.
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