O texto consiste em um balanço sobre a produção historiográfica dedicada ao golpe de 1964 e à subsequente ditadura militar, com um enfoque inicial nos anos 1970, quando as reflexões sobre o tema eram produzidas basicamente por cientistas sociais, e chegando até ao período mais próximo, quando a contribuição dos historiadores se ampliou muito em volume e qualidade. Estas reflexões sobre a historiografia são marcadas pelo contexto político recente, em que o projeto de poder da extrema direita bolsonarista incluiu iniciativas para dominar o campo da história, implicando tentativas de censurar a produção universitária e ações para divulgar versões favoráveis a uma memória positiva da ditadura.
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