Este ensaio tem como proposta uma discussão com viés fenomenológico que perpassa por algumas ideias de seus autores mais tradicionais (Heidegger, 2021; Husserl, 2020) chegando até autores contemporâneos como Byung-Chul Han e Slavoj Žižek que, a despeito de não se proclamarem pensadores da fenomenologia, têm uma densa base fenomenológica em seus pensamentos, sobretudo alinhados ao pensamento de Heidegger. No primeiro momento, nosso percurso metodológico apresenta a classificação nosológica atual a fim de situar o autismo enquanto um transtorno. No segundo momento tratamos de expor ideias da fenomenologia clássica com Husserl e Heidegger a fim de se aproximar de uma concepção existencial do autismo, tendo em vista a observação da forma como o dasein com autismo se orienta pela sua semântica cotidiana. Por fim, contextualizamos o autismo no pensamento contemporâneo dos autores Slavoj Žižek e Byung Chul, que no oportunizam moldura ideal para situar o autismo em uma realidade de expulsão do outro, modelada pela violência objetiva. Concluímos que muito ainda precisa ser feito no sentido de investigar o autismo com metodologias alternativas à sua compreensão usual na semântica positivista
This essay proposes a discussion with a phenomenological bias that permeates some ideas of its more traditional authors (Heidegger, 2021; Husserl, 2020) reaching contemporary authors such as Byung-Chul Han and Slavoj Žižek who, despite not proclaiming themselves to be thinkers of phenomenology, have a dense phenomenological base in their thoughts, especially in line with Heidegger's thinking. At first, our methodological course presents the current nosological classification in order to situate autism as a disorder. In the second moment, we try to expose ideas of classical phenomenology with Husserl and Heidegger in order to approach an existential conception of autism, in view of the observation of how dasein with autism is guided by its everyday semantics. Finally, we contextualize autism in the contemporary thinking of authors Slavoj Žižek and Byung Chul, who provide us with an ideal framework to situate autism in a reality of expulsion of the other, shaped by objective violence. We conclude that much still needs to be done in order to investigate autism with alternative methodologies to its usual understanding in positivist semantics.
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