Esse ensaio foi escrito considerando nossa experiência de mais de 25 anos como docente em cursos de graduação em Psicologia, a partir da qual sempre presenciamos situações envolvendo preconceitos em relação às diversas abordagens. Essas situações terminam inviabilizando processos de ensino-aprendizagem, limitando a abertura à diferença, interferindo no processo de construção de identidade do futuro psicólogo, além de comprometer a saúde mental de quem enfrenta esses preconceitos no ambiente de trabalho e a ética dessa profissão nas instituições formadoras no Brasil. Destarte, nosso objetivo é refletir sobre a docência de disciplinas relacionadas à fenomenologia em cursos de graduação em Psicologia diante de preconceitos paradigmáticos, apresentando propostas de como o docente pode intervir neste cenário e mobilizar os estudantes para desenvolver de forma crítica e ética o conhecimento das diversas abordagens. O exercício reflexivo nos levou a apresentar alternativas concretas de práticas pedagógicas nessas disciplinas, além de concluir que, como as bases para a construção da identidade profissional são perpassadas pela percepção do tempo, do lugar, do outro e de si mesmo, o ensino da fenomenologia deve priorizar atividades que ampliem a percepção ética dos estudantes sobre a pluralidade do fazer psicológico.
This essay was written considering our experience of more than 25 years as a professor in undergraduate Psychology programs, from which we have always witnessed situations involving prejudices to different approaches. These situations make teaching-learning processes unfeasible, limiting openness to difference, and interfering with the process of identity construction of the future psychologist, in addition to compromising the mental health of those who face these prejudices in the workplace and the ethic of this profession in education institutions in Brazil. Therefore, our objective was to reflect on the teaching subjects related to phenomenology in undergraduate Psychology programs in the face of paradigmatic prejudices, presenting proposals on how professors can intervene in this scenario and mobilize students to critically and ethically develop knowledge of the various approaches. The reflective exercise led us to present concrete alternatives for pedagogical practices in these subjects, in addition to concluding that as the bases for the construction of professional identity are permeated by the perception of time, place, the other, and oneself, the teaching of phenomenology must prioritize activities that expand students’ ethical perception of the plurality of psychological practice.
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