Brasil
Este artículo se propone discutir la película silente Cidades do Paraná (Brasil, João B. Groff, 1936) a partir de sus implicaciones históricas y estéticas. Fue un trabajo por encargo y se compuso con imágenes documentales: un despliegue de películas “naturales”, comunes en las primeras décadas del siglo XX. Desde el punto de vista estético, Cidades do Paraná llama la atención por su diálogo con postales y álbumes de fotografías, lo que apunta hacia una característica intermedial del cine en sus inícios, que persiste en la película de Groff. En lo discursivo, además del carácter publicitario, la película se alineó con las discusiones de identidad de su contexto de producción. Cidades do Paraná mezcló un conjunto de proposiciones “paranistas” de ufanía regional con el nacionalismo emergente. Tales asuntos serán evaluados considerando el lugar social y las experiencias profesionales de João Baptista Groff, más conocido como fotógrafo de vistas y postales, así como por ser editor de la revista Illustração Paranaense.
Este artigo pretende discutir o filme silente Cidades do Paraná (Brasil, João B. Groff, 1936) a partir de suas implicações históricas e estéticas. O filme foi produzido por encomenda e composto de imagens documentais: um desdobramento dos filmes “naturais” comuns às primeiras décadas do século XX. Do ponto de vista estético, Cidades do Paraná chama a atenção por seu diálogo com cartões-postais e álbuns fotográficos, apontando para uma intermedialidade característica do cinema nos seus primórdios, e que persiste no filme de Groff. Em termos discursivos, além do caráter publicitário, o filme alinhava-se às discussões identitárias do seu contexto de produção. Cidades do Paraná mesclava ao nacionalismo emergente um conjunto de proposições “paranistas”, de ufanismo regional. Tais questões serão avaliadas a partir do lugar social e das experiências profissionais exercidas por João Baptista Groff, mais conhecido enquanto fotógrafo de vistas e postais, e como o editor da revista Illustração Paranaense.
This article aims to discuss the silent film Cidades do Paraná (Brazil, João B. Groff, 1936) from its historical and aesthetic implications. As a commissioned work, it was composed by documentary images, an unfolding of the “natural” films, common in the early 20th century. From an aesthetic point of view, Cidades do Paraná draws attention for its dialogue with postcards and photo albums, pointing to an intermediality typical of cinema in its beginnings, and which persists in Groff’s film. In discursive terms, in addition to its advertising character, the film was aligned with the identity discussions of its production context. Cidades do Paraná mixed the emerging nationalism with a set of “Paranist” propositions of regional pride. Such matters will be evaluated considering the social place and professional experiences of João Baptista Groff, best known as a notable photographer of views and postcards, as well as editor of the magazine Illustração Paranaense.
Date of reception: 19th June 2021Date of acceptance: 18th October 2021 ___________ ARK CAICYT: http://id.caicyt.gov.ar/ark:/s24690767/kr24fcy8i
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