Neste artigo apresentam-se duas Perpetinhas: a personagem do romance de Carmo Bernardes e uma personagem histórica maranhense que era chamada por esse mesmo diminutivo. Explora-se a correlação entre ambas, considerando-se os acontecimentos que as vincularam à questão indígena. Verifica-se, a par disso, o papel das instituições religiosas nesses acontecimentos ocorridos no sertão. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter intercultural que congrega teoria literária e estudos históricos. Conclui-se que o autor do romance Perpetinha: um drama nos babaçuais se serviu dessa conexão entre a protagonista e a personagem histórica para representar a conturbada história da interação dos povos indígenas com sertanejos e igreja católica.
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