Brasil
Starting from the premise that the revolutionary processo of the United States of America’s Independence and the formalization of its republican Constitution in the 18th century historically served as the primary reference for the architecture of state power and constitutionalism in Brazil, this article aims to highlight fundamental aspects, often concealed, of the violence inherent in this legacy. Drawing on the writings of Thomas Paine and Henry D. Thoreau, I delve into the ‘nocturnal body’ of American democracy, whose ultimate expression lies in the slavaholding system and its legacies of racial dehumanization. Finally, I emphasize the importance of critically reconsidering such a legacy and tracing political-constitutional paradigms of concrete equality and emancipation in other experiences of social structuring.
Partindo da premissa que o processo revolucionário de Independência dos EUA e a formalização de sua Constituição republicana, no século XVIII, serviram historicamente como principal referência à arquitetura do poder estatal e ao constitucionalismo no Brasil, este artigo procura evidenciar aspectos fundamentais, geralmente ocultados, acerca das violências que acompanham essa herança. Com amparo em textos de Thomas Paine e Henry D. Thoreau, exploro o ‘corpo noturno’ da democracia estadunidense, cuja expressão máxima reside no sistema escravagista e seus legados de desumanização racial. Por fim, destaco a importância de repensarmos criticamente tal herança e rastrearmos em outras experiências de estruturação social paradigmas político-constitucionais de igualdade e emancipação concretas.
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