Este trabajo propone una aproximación biográfica a la escritora y exiliada catalana Mercedes Comaposada Guillén, a través de una red epistolar inédita que arranca en la década de los años cuarenta. En concreto, se analiza el espacio de solidaridad y afecto protagonizado por la autora y otras mujeres cercanas a la escena cultural y literaria de la segunda mitad del siglo xx español, tanto dentro como fuera del territorio nacional. Carmen Conde, Consuelo Berges o Justina Ruiz de Conde son los nombres que protagonizan esta primera reconstrucción, aún en ciernes, de la vida de Guillén. La relevancia de este estudio radica en la escasa información conservada en torno a la catalana, especialmente borrosa tras su exilio en París, donde permaneció hasta su muerte. Así, estas cartas descubren vivencias inéditas que favorecen la comprensión del periplo vital de Guillén, pero también de las redes culturales, personales y afectivas tejidas por mujeres, cuya convicción fue capaz de superar la brecha geográfica, temporal e ideológica marcada por la Guerra Civil.
This paper offers a biographical approach to the Catalan writer and exile Mercedes Comaposada Guillén, through an unpublished epistolary network that begins in the 1940s. Specifically, it analyzes the space of solidarity and affection shaped by the author and other women closely connected to the cultural and literary scene of Spain in the second half of the 20th century, both within and beyond its national borders. Carmen Conde, Consuelo Berges, and Justina Ruiz de Conde are the central figures in this preliminary reconstruction of Guillén’s life, still in progress. The importance of this study lies in the limited information available about Comaposada, particularly vague after her exile in Paris, where she remained until her death. These letters reveal previously unknown experiences that enhance our understanding of Guillén’s life journey, as well as the cultural, personal, and emotional networks woven by women whose convictions transcended the geographic, temporal, and ideological divides imposed by the Spanish Civil War.
Este trabalho propõe uma abordagem biográfica da escritora e exilada catalã Mercedes Comaposada Guillén, por meio de uma rede epistolar inédita que se inicia na década de 1940. Especificamente, analisa-se o espaço de solidariedade e afeto protagonizado pela autora e outras mulheres próximas à cena cultural e literária da segunda metade do século XX espanhol, tanto dentro como fora do território nacional. Carmen Conde, Consuelo Berges e Justina Ruiz de Conde são os nomes que protagonizam essa primeira reconstrução, ainda em desenvolvimento, da vida de Guillén. A relevância deste estudo reside na escassa informação preservada sobre a catalã, especialmente obscura após seu exílio em Paris, onde permaneceu até sua morte. Assim, essas cartas revelam vivências inéditas que favorecem a compreensão da jornada vital de Guillén, mas também das redes culturais, pessoais e afetivas tecidas por mulheres, cuja convicção foi capaz de superar a lacuna geográfica, temporal e ideológica marcada pela Guerra Civil.
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