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Tradition and Modernity in the History of Pop-Rock and Semba: Unravelling Urban Life and Cultural Boundaries in Colonial Luanda’s Music Scene

  • Autores: Pedro David Gomes
  • Localización: e-Journal of Portuguese History, ISSN-e 1645-6432, Vol. 22, Nº. 2, 2024, págs. 206-233
  • Idioma: inglés
  • Texto completo no disponible (Saber más ...)
  • Resumen
    • English

      The colonial authorities in Angola employed the modern/traditional dichotomy to classify and frame musical styles such as semba and pop-rock. What would later be called semba was labeled as ‘folklore’, while pop-rock was considered ‘modern music’. This categorisation reinforced the binaries of the European centre/modern city versus the slums (musseques)/space of African tradition. Such classification was part of a folklorisation process imposed by the state, aiming at exerting a certain degree of control over the music produced by non-Europeans. Drawing on written, visual, and primarily oral archives, this research demonstrates that the popularisation of semba throughout the city compelled colonial officials to rearticulate these binary divisions in conjunction with the promotion of the imperial “Portuguese” culture.

    • português

      A dicotomia moderno/tradicional foi usada sistematicamente pelas autoridades coloniais em Angola para classificar e enquadrar estilos musicais populares como o semba e o pop-rock. O semba foi rotulado como ‘folclore’, enquanto o pop-rock era considerado ‘música moderna’, uma categorização que reproduzia a oposição entre o centro europeu/cidade moderna e os musseques/espaço da tradição africana. Esta classificação fez parte do processo de folclorização imposto pelo estado, com o objetivo de exercer controle sobre a música produzida por não-europeus. Com base em arquivos escritos, visuais e, principalmente, orais, esta pesquisa demonstra que a popularização do semba por toda a cidade forçou os agentes coloniais a reajustar e reformular a articulação dessas divisões binárias com a promoção da cultura imperial “portuguesa”.


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