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Cape Verdean Construction Workers in Lisbon (1961–1974): Politics of Ambiguity in the Last Phase of Estado Novo

  • Autores: Catarina Sampaio
  • Localización: e-Journal of Portuguese History, ISSN-e 1645-6432, Vol. 22, Nº. 2, 2024, págs. 175-205
  • Idioma: inglés
  • Texto completo no disponible (Saber más ...)
  • Resumen
    • English

      In the 1960s and 1970s, Portugal experienced a significant expansion in the field of construction, particularly in public buildings and infrastructures such as the bridge over the River Tagus, the Lisbon underground, and the Olivais housing complex. However, mass recruitment for the colonial war (1961–1974) and emigration to Europe led to a shortage of manpower in Portugal. To complete its infrastructure projects, the government encouraged the migration of Cape Verdean men to work in the construction industry. To manage this migratory movement of workers, the government established the Núcleo de Apoio aos Trabalhadores Migrantes Cabo-verdianos (Nucleus of Support for Migrant Workers from Cape Verde) in January of 1971, to ensure adequate living conditions for those arriving from Cape Verde for this purpose. This article explores the ambiguous nature of that governmental tool. The Government appeared to adopt strategies that both supported and discouraged this flow of migrant workers. Thus, this paper examines: (a) how this mediation tool was used to obscure the Portuguese government’s ambivalence towards Cape Verdeans immigration to Lisbon; (b) how its operational methods contributed to the invisibility of the Cape Verdean workers and to the perpetuation of the precariousness of their living conditions.

    • português

      Nas décadas de 1960 e 1970, Portugal conheceu uma expansão significativa no domínio da construção civil, nomeadamente com a construção de edifícios e infraestruturas públicas como a ponte sobre o rio Tejo, o metro de Lisboa e o conjunto habitacional dos Olivais. No entanto, o recrutamento em massa para a guerra colonial (1961–1974) e a emigração para a Europa levaram a uma escassez de mão-de-obra em Portugal. Para completar os seus projetos de infraestruturas, o governo incentivou a migração de homens cabo-verdianos para trabalhar na indústria da construção. Para gerir este movimento migratório de trabalhadores, foi criado o Núcleo de Apoio aos Trabalhadores Migrantes Cabo-verdianos em janeiro de 1971, para garantir condições de vida adequadas aos que chegavam de Cabo Verde para este propósito. Este artigo explora a natureza ambígua dessa ferramenta governamental. O Governo pareceu adotar estratégias que aparentemente apoiavam este fluxo de trabalhadores migrantes, enquanto a desencorajava através de outros mecanismos. Assim, este artigo examina: (a) como esta ferramenta de mediação foi utilizada para obscurecer a ambivalência do governo português em relação à imigração cabo-verdiana para Lisboa; (b) como os seus métodos operacionais contribuíram para a invisibilidade dos trabalhadores cabo-verdianos e para a perpetuação da precariedade das suas condições de vida.


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