Brasil
Na literatura ibero-americana, destaca-se, entre outros importantes nomes, uma mulher que atuou como jornalista, tradutora, cronista prolífica e dramaturga brasileira: Rachel de Queiroz. Entre suas publicações, “Dôra, Doralina”, um romance publicado no ano de 1975, representa a luta pela emancipação feminina, narrando como a personagem principal tenta transita da condição de mulher submissa para tentar conquistar a liberdade de ser o que deseja, enfrentando a dor necessária para que isso seja possível, amadurecendo e buscando sua identidade. Nesse sentido, o presente artigo busca analisar as construções de sentido a respeito dos temas “dor” e “liberdade” presente na referida obra. Para isso, pauta-se na análise discursiva da obra, além de trechos de uma entrevista dada pela autora ao programa Roda Viva, em 1991, quando ela discorreu sobre alguns dos temas presentes no livro. Outra importante referência deste artigo é Cristina Ferreira Pinto (1990). Entretando, também nos pautamos em autores como Antonio Candido (1972), Bakhtin (1997 [1979]), Alfredo Bosi (1994), entre outros. A análise conclui que a “dor” é um dos principais elementos e sentimentos trabalhados na obra, e que a sua construção se dá para a reafirmação de que ele seria um elemento constante e contínuo da vida, que acompanha a todo momento, sobretudo, o feminino. Além disso, o artigo conclui que, na obra, o conceito de liberdade não é, de fato, alcançado pela protagonista.
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