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Cartas para minha avó, de Djamila Ribeiro, e Cartas para a minha mãe, de Teresa Cárdenas: Escrevivências insurgentes

    1. [1] Universidade Tecnológica Federal do Paraná

      Universidade Tecnológica Federal do Paraná

      Brasil

  • Localización: Línguas & Letras, ISSN-e 1981-4755, ISSN 1517-7238, Vol. 25, Nº. 59, 2024 (Ejemplar dedicado a: ESCRITORAS IBERO-AMERICANAS: IDENTIDADES E MEMÓRIAS), págs. 1-21
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • Neste artigo, analisamos a potência da construção de narrativas insurgentes, aproximando essa insurgência à perspectiva da decolonialidade, e utilizando-nos do conceito de escrevivência, criado pela escritora afro-brasileira Conceição Evaristo. Essa análise se dará com base na leitura que fizemos dos livros Cartas para minha avó, da escritora afro-brasileira Djamila Ribeiro, publicado em 2021, e Cartas para a minha mãe, da escritora cubana Teresa Cárdenas, publicado originalmente em Cuba, em 1997, e traduzido para o português, no Brasil, em 2010. Para as duas narrativas, selecionamos temas geradores de reflexão e, para cada um deles, elegemos excertos para a análise. Observamos que as narrativas literárias de Djamila Ribeiro e Teresa Cárdenas revelam personagens que não se intimidam com as tentativas de subjugação da sociedade. Elas são protagonistas que demonstram resistência e amadurecimento, mesmo quando inseridas em ambientes adversos. Essa resistência é evidenciada pela escrevivência, uma escrita que reflete a vivência tanto das autoras quanto das suas protagonistas. Assim, concluímos que as obras analisadas são expressões significativas da insurgência decolonial, pois desafiam as colonialidades e nos proporcionam novas perspectivas para o estudo da literatura.


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