O presente artigo explora a estrutura da representação conceitual na filosofia de Kant através da análise de suas diversas qualificações, a saber, universalidade, nota características, reflexividade e discursividade, bem como das operações do entendimento que a constituem, a saber, as operações de comparação, reflexão e abstração, tendo por base o texto da Lógica organizado por Jäsche e em comparação com a Schulphilosophie. Demonstra-se como admitir as representações conceituais, como representação universais, quer dizer, representações por notas características comuns a diversos objetivos, é uma descrição natureza das representações conceituais, ao passo que, enquanto representações refletidas, das operações lógicas, elas se originam das regras próprias de sua aplicação aos casos particulares, de modo que possuir um conceito é também ser capaz de julgar. Em conclusão, defende-se que a posse de conceitos se reconhece na medida em que se é capaz de julgar. A vinculação entre conceitos e juízos é indissociável e a posse de conceitos sem a capacidade de julgar é índice de um conhecimento histórico, não de um conhecimento racional.
The present article explores the structure of conceptual representation in Kant's philosophy through the analysis of its various qualifications, namely universality, characteristic marks, reflectiveness, and discursiveness, as well as the understanding's operations that constitute it, namely the operations of comparison, reflection, and abstraction. This exploration is based on the text of the Logic organized by Jäsche and in comparison with Schulphilosophie. It is demonstrated how admitting conceptual representations as universal representations, that is, representations by common characteristic marks for various objects, is a natural description of conceptual representations. Meanwhile, as reflected representations of logical operations, they originate from the rules inherent in their application to particular cases, so that possessing a concept is also the ability to judge. In conclusion, it is argued that the possession of concepts is recognized to the extent that one is capable of judging. The link between concepts and judgments is inseparable, and the possession of concepts without the ability to judge is an indicator of historical knowledge, not rational knowledge.
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