Este artigo tem como objetivo discutir as políticas de visualidade e as práticas de consumo visual das juventudes ativistas em espaços políticos do consumo, exemplificados pelo ativismo canábico. Nosso enfoque aborda os agenciamentos criativos, as expressões estéticas e as mobilizações em prol de causas sociais, saúde e direitos civis que envolvem novos sujeitos políticos, indo além do acesso individual à planta e seus derivados para fins terapêuticos ou recreativos. A metodologia adotada foi a revisão de literatura e a análise de imagens publicadas em perfis de associações, de profissionais e de coletivos na rede social Instagram. Os resultados da pesquisa revelam perfis identitários renovados entre os ativistas, que ampliam a compreensão pública sobre a cannabis por meio de práticas visuais estratégicas, articuladas a diferentes pautas sociais, ainda que conflitos sociais e identitários persistam.
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