O objetivo deste artigo é analisar o processo de politização de jovens que vivem em contexto rural (Misiones, Argentina) e fazem parte de famílias do Movimento dos Trabalhadores Excluídos (MTE). O indivíduo e o coletivo estão entrelaçados num campo de forças com longa história na região, diversidade de atores (multinacionais, pequenos produtores, Estado, famílias, cooperativas), multidimensionalidade da desigualdade e interseccionalidade das condições sociais. A partir de uma abordagem etnográfica, explicaremos processos de socialização, subjetivação política e ações políticas coletivas das quais participaram, o que nos permitirá compreender a produção de um sujeito político juvenil rural. Pretendemos também apresentar e discutir o Estado como ator participante na produção de um sujeito político juvenil, na medida em que a sua existência – por ação ou omissão – o constitui como um nó de poder a exigir, com o qual antagonizar e/ou sentem-se desafiados pela construção política.
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