Argentina
El persistente problema de la deuda soberana en Argentina afecta significativamente la calidad de vida de la población y es un tema difícil para los consensos democráticos. Este artículo aborda la gestión de la deuda y propone reformas constitucionales para mejorar la participación ciudadana en las decisiones de endeudamiento. La relevancia del estudio radica en la necesidad de abordar las crisis cíclicas que afectan a la economía argentina y asegurar que las decisiones sobre deuda no sean gestionadas unilateralmente por el Ejecutivo con escasa legitimidad democrática. El objetivo es proponer una serie de reformas incrementales a la Constitución Nacional Argentina: primero, incluir la política de endeudamiento entre las materias vedadas para los decretos de necesidad y urgencia, obligando a un control legislativo más estricto; segundo, recomendar que, conforme al Sistema Interamericano de Derechos Humanos, la deuda sea regulada por ley formal y material, con amplia participación ciudadana. Para ilustrar la viabilidad de estas propuestas, se examinan modelos participativos exitosos en Argentina y reformas constitucionales en Ecuador e Islandia. Se concluye que, aunque no eliminan la intervención de organismos multilaterales, estos mecanismos fomentan el interés y empoderan a la ciudadanía en la discusión sobre endeudamiento soberano, asegurando un consentimiento informado y democrático en las decisiones que afectan a la nación.
The persistent issue of sovereign debt in Argentina significantly impacts the population’s quality of life and is a challenging subject for democratic consensus. This article addresses debt management and proposes constitutional reforms to enhance citizen participation in borrowing decisions. The relevance of the study lies in the need to tackle the cyclical crises affecting the Argentine economy and ensure that debt decisions are not managed unilaterally by the Executive with limited democratic legitimacy. The objective is to propose a series of incremental reforms to the Argentine National Constitution: first, to include borrowing policies among the matters prohibited from being addressed through emergency decrees, requiring stricter legislative oversight; second, to recommend that, in line with the Inter-American Human Rights System, debt be regulated through formal and substantive law, ensuring broad citizen participation. To illustrate the feasibility of these proposals, successful participatory models in Argentina and constitutional reforms in Ecuador and Iceland are examined. The conclusion is that, although they do not eliminate the involvement of multilateral organizations, these mechanisms foster public interest and empower citizens in discussions on sovereign debt, ensuring informed and democratic consent in decisions that affect the nation.
O persistente problema da dívida soberana na Argentina afeta significativamente a qualidade de vida da população e é um tema delicado para os consensos democráticos. Este artigo aborda a gestão da dívida e propõe reformas constitucionais para aprimorar a participação cidadã nas decisões relacionadas ao endividamento. A relevância do estudo reside na necessidade de enfrentar as crises cíclicas que afetam a economia argentina e garantir que as decisões sobre a dívida não sejam gerenciadas unilateralmente pelo Executivo, com baixa legitimidade democrática. O objetivo é sugerir uma série de reformas incrementais à Constituição Nacional Argentina: primeiro, incluir a política de endividamento entre os temas proibidos para decretos de necessidade e urgência, exigindo um controle legislativo mais rigoroso; segundo, recomendar que, de acordo com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a dívida seja regulada por lei formal e material, com ampla participação cidadã. Para ilustrar a viabilidade dessas propostas, analisam-se modelos participativos bem-sucedidos na Argentina e reformas constitucionais no Equador e na Islândia. Conclui-se que, embora não eliminem a intervenção de organismos multilaterais, esses mecanismos promovem o interesse e empoderam os cidadãos na discussão sobre o endividamento soberano, garantindo um consentimento informado e democrático nas decisões que impactam a nação.
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