Ao pôr-do-sol de 1 de Março de 1476, a oeste de Toro, as tropas portuguesas de D. Afonso V e de D. João enfrentaram a hoste de Fernando, o Católico. Os êxitos parciais de um e de outro lado do campo prolongaram o combate para a historiografia, que se esgotou durante muito tempo na procura de um vencedor. Neste artigo pretendemos revisitar a Batalha de Toro com um novo questionário às fontes, não perdendo de vista as formas de preparar e de fazer a guerra em Portugal entre a Idade Média e a Idade Moderna. Nesse processo de continuidades e rupturas, procuraremos identificar as influências que a monarquia portuguesa captava da arte militar em transformação na Europa e da experiência do teatro de operações de Marrocos, onde o reino combatia há décadas.
At sunset of 1st March, 1476, west of Toro, the portuguese troops of king Afonso V and prince João faced the army of Fernando, the Catholic. Partial successes on either side of the field prolonged the fight for historiography, which spent a long time looking for a winner. In this article we aim to revisit the Battle of Toro with a new questionnaire to the primary sources, keeping in mind how the warfare was prepared and practised in Portugal between the Medieval and the Early Modern Ages. In this process of continuities and ruptures, we will try to identify the influences that the Portuguese monarchy received from the military art that was changing in Europe and from the experience of the theater of operations in Morocco, where the kingdom fought at decades.
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