Madrid, España
En la actualidad, la producción mundial de plástico supera los 368 millones de toneladas, de las que alrededor del 79% se eliminan como residuos, generando un fuerte impacto medioambiental. Más concretamente, los denominados «plásticos de un solo uso» suponen en torno al 15-25% del volumen total de residuos sólidos urbanos en la mayoría de los países, lo que convierte su recuperación, reciclaje y revalorización en uno de los mayores retos de este siglo. Este trabajo estudia la posibilidad de reintroducir los residuos de bolsas de plástico de un solo uso trituradas como materia prima secundaria en el proceso de fabricación de paneles ligeros de yeso. Las bolsas usadas de supermercado fabricadas con polietileno de baja densidad (LDPE) tardan entre 50 y 400 años en descomponerse, por lo que encontrar un uso alternativo para estos residuos es un paso hacia el desarrollo sostenible. Se utilizó granulado de PEBD reciclado, con dimensiones inferiores a 5 mm, como sustituto parcial del yeso original en el proceso de fabricación de paneles prefabricados para falsos techos, utilizando tres porcentajes de sustitución en volumen, a saber, 5%, 10% y 15%. Se llevó a cabo una caracterización física y mecánica de los nuevos paneles prefabricados para evaluar su potencial de aplicación en el sector de la construcción. Los resultados obtenidos para la caracterización mecánica de estos paneles muestran una resistencia a la flexión superior a la mínima recomendada por la normativa vigente, así como una reducción progresiva de la densidad aparente y de la conductividad térmica final de los compuestos de yeso fabricados. También se han realizado estudios de microscopía electrónica de barrido (SEM) que muestran una buena integración entre los residuos añadidos y la matriz de yeso. Por todo lo anterior, se estima que la incorporación de PEBD como materia prima secundaria en la producción de paneles prefabricados podría ser una alternativa viable para promover una mayor circularidad en los productos de construcción.
Atualmente, a produção mundial de plástico ultrapassa os 368 milhões de toneladas, das quais cerca de 79% são eliminadas como resíduos, gerando um forte impacto ambiental. Mais especificamente, os chamados "plásticos de utilização única" representam cerca de 15-25% do volume total de resíduos sólidos urbanos na maioria dos países, tornando a sua recuperação, reciclagem e revalorização um dos maiores desafios deste século. Este trabalho estuda a possibilidade de reintroduzir os resíduos de sacos de plástico de uso único triturados como matéria-prima secundária no processo de fabrico de painéis leves de gesso. Os sacos usados de supermercado, em polietileno de baixa densidade (PEBD), demoram entre 50 e 400 anos a decompor-se, pelo que encontrar uma utilização alternativa para estes resíduos é um passo em frente para o desenvolvimento sustentável. O granulado de PEBD reciclado, com dimensões inferiores a 5 mm, foi utilizado como substituição parcial do gesso original no processo de fabrico de painéis pré-fabricados para tetos falsos, utilizando três percentagens de substituição em volume, nomeadamente 5%, 10% e 15%. Desta forma, foi realizada uma caraterização física e mecânica dos novos painéis pré-fabricados para avaliar o seu potencial de aplicação no sector da construção. Os resultados obtidos para a caraterização mecânica destes painéis mostram uma resistência à flexão superior ao mínimo recomendado pela normativa vigente, observando-se também uma diminuição progressiva da densidade aparente e da condutividade térmica final dos compósitos de gesso produzidos. Foram também realizados estudos de microscopia eletrónica de varrimento (SEM), que mostram uma boa integração entre o resíduo adicionado e a matriz de gesso. Face ao exposto, estima-se que a incorporação do PEBD como matéria-prima secundária na produção de painéis pré-fabricados pode ser uma alternativa viável na promoção de uma maior circularidade dos produtos de construção.
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