Brasil
En este artículo, examinamos la remoción de los recién nacidos de sus madres pobres poco después del parto para reflexionar sobre las repercusiones de la radical desigualdad socioeconómica en las dinámicas familiares en Brasil. Inspirándonos en las nociones de “justicia reproductiva” y “reproducción estratificada”, focalizamos en la dimensión política de esa rutina reproductiva que, de otro modo, pasaría desapercibida, borrada por las representaciones naturalizadoras de género y familia. Mapeando el conjunto de moralidades que terminan por desautorizar la maternidad para ciertas mujeres (u hombres), buscamos subrayar la complejidad de dinámicas interseccionales de clase, raza, generación y género en prácticas de injusticia y discriminación. Observamos la convergencia de ciertas tendencias globales, saberes profesionales y cambios legislativos nacionales para plantear la pregunta: ¿en lugar de garantizar los derechos de los más vulnerables, las políticas gubernamentales actuales no están caminando hacia una dirección que mantiene y profundiza la subciudadanía de familias que viven en gran pobreza?
In this article, we examine the separation of newborns from their poor mothers shortly after delivery to reflect on the repercussions of radical socioeconomic inequality on family dynamics in Brazil. Inspired by the notions of “reproductive justice” and “stratified reproduction”, we focus on the political dimension of that reproductive routine that would otherwise go unnoticed, erased by the naturalizing representations of gender and family. By mapping the set of moralities that end up disavowing motherhood for certain women (or men), we seek to highlight the complexity of intersectional dynamics of class, race, generation, and gender in practices of injustice and discrimination. We observe the convergence of certain global trends, professional knowledge, and national legislative changes to raise the question: instead of guaranteeing the rights of the most vulnerable, are the current government policies moving in a direction that maintains and deepens the sub-citizenship of families that live in great poverty?
Examinamos neste artigo a remoção de recém-nascidos de suas mães pobres logo após o parto para refletir sobre as repercussões da radical desigualdade socioeconômica para dinâmicas familiares no Brasil. Inspiradas nas noções de “justiça reprodutiva” e “reprodução estratificada”, atentamos à dimensão política dessa rotina reprodutiva que, de outra forma, passaria despercebida, apagada por representações naturalizantes de gênero e família. Mapeando o jogo de moralidades que desemboca na desautorização da maternidade de certas mulheres (ou homens), procuramos sublinhar a complexidade de dinâmicas interseccionais de classe, raça, geração e gênero nas práticas de injustiça e discriminação. Olhamos a convergência de certas tendências globais, saberes profissionais e mudanças legislativas nacionais para colocar a pergunta: em vez de garantir os direitos dos mais vulneráveis, as atuais políticas de governo não estariam evoluindo numa direção que mantém e aprofunda a sub-cidadania de famílias vivendo na grande pobreza?
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