Argentina
A raíz de un trabajo etnográfico en una cuadrilla de obreros migrantes rurales de Santiago del Estero (Argentina), accedimos a un grupo de red social virtual. Desde una perspectiva en sociolingüística etnográfica, este trabajo analiza determinados usos del repertorio bilingüe quichua-castellano desarrollados por los obreros “golondrina” (migrantes). Surgen nuevas interacciones bilingües referidas a gestiones ante organismos estatales, y otros temas vinculados con la masculinidad y la picardía, todos con base en una intensa explotación laboral. El análisis muestra que por fuera de la vinculación estereotipada entre la lengua quichua e ideologías lingüísticas generalizantes (basadas en factores familiares, folklóricos o culturales), aquí se vincula con una dimensión situada de clase, la cual reconfigura ámbitos previamente establecidos para desarrollar nuevos usos en estos obreros bilingües.
Starting from an ethnographic work between a group of rural migrant workers from Santiago del Estero (Argentina), we unexpectedly accessed a virtual social network group. From a perspective in ethnographic sociolinguistics, this paper analyzes the bilingual repertoire Quichua-Spanish developed by these migrant workers. There are new bilingual interactions related to negotiations with state agencies, and other issues related to masculinity and mischief, all based on intense labor exploitation. The analysis shows that outside the stereotyped link between the Quichua language and generalizing linguistic ideologies (based on family, folkloric or cultural factors), here it is linked to a class situated dimension, which reconfigures previously established areas to develop new uses in these bilingual workers
Como resultado de um trabalho etnográfico em um grupo de trabalhadores rurais migrantes de Santiago del Estero (Argentina), acessamos um grupo de rede social virtual. A partir de uma perspectiva sociolingüística etnográfica, este trabalho analisa alguns usos do repertório bilíngue quíchua-espanhol desenvolvido pelos trabalhadores “golondrina” (migrantes). Novas interações bilíngües estão surgindo em relação às negociações com agências estaduais e outras questões relacionadas à masculinidade e travessura, todas baseadas na intensa exploração do trabalho. A análise mostra que, fora da ligação estereotipada entre a língua quíchua e as ideologias linguísticas generalizantes (baseadas em fatores familiares, folclóricos ou culturais), aqui ela está ligada a uma dimensão de classe situada, que reconfigura áreas previamente estabelecidas para desenvolver novos usos em esses trabalhadores bilíngues.
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