Brasil
Though phenomenological architecture may not have the solidity or homogeneity of a movement or school in the strict sense, it is nevertheless a remarkable vector of contemporary architectural thinking. Along with Heidegger’s, Merleau-Ponty’s works are often referred by those who include themselves in the sphere of phenomenological architecture. In particular, we will examine the role played by references to Merleau-Ponty in Juhani Pallasmaa’s and Steven Holl’s works, both authors who stand out for the strength and the determination of their theoretical positions. We will pay special attention to a double opposition characteristic of phenomenological architecture: a strong refusal of both modernism and postmodernism. Pallasmaa and Holl believe to have found, in the primordiality of the lived body and perceptual experience, an “antidote” to the ossification of modern rationality (functional, but uninhabitable, spaces), as well as to the tendency to self-referentiality of postmodernism (buildings essentially meant to be appreciated by connoisseurs). Phenomenological architecture seems to be looking for rock-solid foundations in an aggravation of the positivity of bodily and perceptual experience, while Merleau-Ponty seems increasingly committed, on the contrary, in a reassessment of these aspects.
A arquitetura fenomenológica não possui talvez a solidez e a homogeneidade de uma escola ou de um movimento em sentido estrito, mas representa, no entanto, um vetor notável do pensamento arquitetônico contemporâneo. Juntamente com as obras de Heidegger, as obras de Merleau-Ponty são utilizadas com frequência por aqueles que se reconhecem como representantes de uma arquitetura de inspiração fenomenológica. Neste artigo será analisado o papel que o pensamento de Merleau-Ponty desenrola nas obras e no pensamento de Juhani Pallasmaa e Steven Holl, autores que se destacam pela força de seus trabalhos e pela determinação de suas posições teóricas. Particular atenção se prestará à dupla oposição que caracteriza a arquitetura fenomenológica, que se distancia com igual firmeza tanto do modernismo como do pós-modernismo. Estes autores, na reivindicação da primazia do corpo vivido e da experiência perceptiva, consideram ter encontrado um “antídoto” à ossificação produzida pela racionalidade moderna, com seus espaços funcionais e inabitáveis, como também à celebração da autorreferencialidade de um certo pós-modernismo, com seus edifícios destinados essencialmente a serem contemplados pelos apreciadores. A partir dessa dupla oposição, a arquitetura fenomenológica parece procurar um plano mais sólido numa forte acentuação da positividade da experiência corpórea e perceptiva, quando Merleau-Ponty parece empenhado, pelo contrário, em uma progressiva revisão destes aspetos.
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