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L'article suivant présente la « théorie des axiomes » développés par Gilles Deleuze et Felix Guattari selon la lecture que ils ont fait du livre III de Le Capital, de Marx. Nous décrivons comment le capitalisme gère ses propres limites, en alternant le contrôle et le développement de son expansion d’une façon immanente: les deux pôles de l'axiomatique. Pour cette étude, cependant, il est décisif faire un passage par la façon dont les deux auteurs conçoivent la constitution de socius selon la Généalogie de la Morale, de Nietzsche, en montrant comment toutes les formes de relation sociale antérieure au capitalisme sont caractérisées par un processus de codage des flux de désir. Le capitalisme, en revanche, est la seule machine sociale qui s’est construite sur des flux décodés. Le axiomatique est exactement la façon dont le capital peut gérer ces flux décodés du désir; ces flux qui sont à la fois essentiels pour le capitalisme et sont toujours en le menaçant.
O artigo a seguir busca apresentar a “teoria dos axiomas” desenvolvida por Gilles Deleuze e Felix Guattari a partir da leitura que estes dois autores fazem do livro III de O Capital, de Marx. Descrevemos como o capitalismo administra seus próprios limites, alternando o controle e o fomento de sua expansão de forma imanente: os dois polos da axiomática. Para este estudo, no entanto, se torna decisiva uma passagem pela maneira como os dois autores concebem a constituição do socius a partir de uma leitura da Genealogia da Moral de Nietzsche, mostrando como todas as formas de relação sociais anteriores ao capitalismo se caracterizam por um processo de codificação dos fluxos do desejo, e que o capitalismo, ao contrário, é a única forma de socius que se constitui a partir de processos de descodificação destes. A axiomática vai existir exatamente para que o capital possa administrar estes fluxos descodificados do desejo, que ao mesmo tempo lhes são imprescindíveis e estão sempre a ameaçá-lo.
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