O presente trabalho busca destrinchar as ferramentas do jornalismo digital que dialogam com o jornalismo colaborativo. A internet trouxe um novo modo de construir a informação, que hoje é capaz de dar novos formatos para a notícia e que depende, cada vez mais, da interação entre usuários, entre jornalistas e entre essas duas camadas para existir. O rankeamento, com “k" devido à palavra original “ranking” do inglês, tornou-se carro-chefe da divulgação, da visualização, do “ser encontrado” em um mundo tão vasto quanto a internet. Diante disso, nesta analise questionamos: o rankeamento e a interação de conteúdos e usuários é um mecanismo eficaz para garantir que o jornalismo colaborativo digital seja relevante para os mecanismos de busca? Assim, procura-se compreender como o jornalismo colaborativo se constrói e como pode se tornar um meio democrático de construir notícias, e ainda, como ele traz de forma sistemática as ferramentas utilizadas neste meio que contribuem para a circulação de informação de forma globalizada. Para analisar essas questões, foi escolhida a plataforma Blasting News (plataforma internacional colaborativa) a partir de matérias jornalísticas específicas publicadas na semana de 25 a 31 de maio de 2018, quando ocorreu a greve de caminhoneiros no Brasil, que paralisou o país, afetou a economia, causou impactos na política e reações na sociedade. Analisamos as publicações a partir do seu rankeamento e interações com usuários e autores dentro da plataforma. Para atingir os objetivos de estudo propostos no presente trabalho, utilizou-se a análise qualitativa de tipo exploratória para conceituação e contextualização do jornalismo colaborativo, e também, de entrevistas com os Blasters Sêniors (editores da plataforma Blasting News), verificando se o mecanismo de rankeamento e as formas de interação são essenciais para o jornalismo colaborativo digital.
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