Este artículo propone una perspectiva histórico-sociológica para abordar las relaciones coercitivas y violentas en el ámbito del trabajo doméstico remunerado. Tomando como referencia la obra de Orlando Patterson, estas se entienden como relaciones interperso-nales de dominación con el concepto de servidumbre doméstica. Se analizan en un estudio de caso empírico cualitativo sobre trabajadoras domésticas en aislamiento sociocultural en Lima, Perú. Aunque el presente trabajo trata sobre la migración y el trabajo doméstico, su principal contribución sociológica es enriquecer empírica y teóricamente los debates sobre “unfreedom” más allá de la explotación económica. Aboga por una elaboración reflexiva y diferenciada sobre las dimensiones socioculturales de la coerción y la violencia que están arraigadas en las estructuras de poder coloniales y patriarcales.
This article proposes a historical-sociological lens to approach coercive and violent relations within remunerated household labor. Drawing from Orlando Patterson, these relations are understood as interpersonal relations of domination with the concept of domestic servitude. They are analyzed in a qualitative empirical case study on socio-culturally isolated domestic workers in Lima, Peru. While the paper attends to scholars concerning migration and domestic work, its main sociological contribution is to empirically and theoretically enrich debates on “unfreedom” beyond economic exploitation. It argues for a reflective and differentiated elaboration on socialcultural dimensions of coercion and violence that are embedded in colonial and patriarchal power structures.
Este artigo propõe uma lente histórico-sociológica para abordar as relações coer-citivas e violentas no âmbito do trabalho doméstico remunerado. A partir de Orlando Patter-son, essas relações são entendidas como relações interpessoais de dominação com o conceito de servidão domestica. Elas são analisadas num estudo de caso empírico qualitativo sobre tra-balhadoras domésticas isoladas socioculturalmente em Lima, Peru. Embora o trabalho se dirija a estudiosos da migração e o trabalho domestico, a sua principal contribuição sociológica é enriquecer empírica e teoricamente os debates sobre “unfreedom” para além da exploração econômica. Argumenta-se para uma elaboração refletiva e diferenciada das dimensões socio-culturais da coerção e da violência embarcadas nas estruturas de poder coloniais e patriarcais.
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