En aquest article es fa una lectura de la novel·la O retorno, de Dulce Maria Cardoso, a partir de reflexions d’Eduardo Lourenço presents a A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia (1999) i O Labirinto da Saudade (1972). A més del filòsof i assagista portuguès, es recorre a les nocions de liquiditat i fragmentació del subjecte en constant moviment presents en Zygmunt Bauman per tal de pensar de quina manera la identitat de Rui, protagonista de la novel·la, i el seu pare, Mário, són, per metonímia, no només el reflex de molts retornats, sinó també la imatge del país enfrontant-se a la descolonització i al futur. Amb el relat del fenomen que va ser el retorn de més de cinc-centes mil persones de les antigues províncies d’ultramar, sobretot d’Angola i Moçambic, Dulce Maria Cardoso dona veu i paraula a un episodi destacat de la història recent portuguesa. O retorno és, per tant, una novel·la sobre una ferida oberta que mostra l’arribada de milers de persones a un lloc que no les espera.
This paper intends to read the novel The Return, by Dulce Maria Cardoso, based on the thought of Eduardo Lourenço present in A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia (1999), and O Labirinto da Saudade (1972). In addition to the Portuguese philosopher and essayist, we will resort to notions of liquidity and fragmentation of the subject in constant movement present in Zygmunt Bauman, in order to think about how the identity of Rui, the protagonist of the novel, and Mário, his father, are, by metonymy, not only the reflection of many “retornados”, but also the image of the country struggling with decolonization and with the future. Reporting on the phenomenon that was the return of more than five hundred thousand people from the former Overseas Provinces, mainly from Angola and Mozambique, Dulce Maria Cardoso gives voice and words to a remarkable episode in recent Portuguese history. The Return is, therefore, a novel about an open wound that demonstrates the arrival of thousands of people in a place that is not waiting for them.
Neste artigo procede-se a uma leitura do romance O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, a partir de reflexões de Eduardo Lourenço presentes em A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia (1999), e O Labirinto da Saudade (1972). Para além do filósofo e ensaísta português, recorrer-se-á a noções de liquidez e fragmentação do sujeito em constante movimento presentes em Zygmunt Bauman, de modo a pensar como a identidade de Rui, protagonista do romance, e seu pai, Mário, são, por metonímia, não só o reflexo de muitos retornados, mas também a imagem do país a braços com a descolonização e com o futuro. Relatando o fenómeno que foi o regresso de mais de quinhentas mil pessoas das antigas províncias ultramarinas, sobretudo de Angola e Moçambique, Dulce Maria Cardoso dá voz e palavra a um episódio marcante da história recente portuguesa. O Retorno é, portanto, um romance sobre uma ferida aberta que demonstra a chegada de milhares de pessoas a um lugar que não está à espera delas.
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