Los análisis más importantes de las variedades capitalistas en América Latina reflexionaron en torno al carácter jerárquico y predominante del capital transnacional o bien a la centralidad estratégica del Estado en su versión neodesarrollista frente a su precedente neoliberal. No obstante, dada la persistencia de las características estructurales periféricas habituales (en particular transnacionalización económica) y el ‘giro a la derecha’, es posible señalar que la desconsideración de la trayectoria histórico-estructural de los países latinoamericanos y el contexto hegemónico neoliberal en el que las respuestas estatales tuvieron lugar han vedado una interpretación más adecuada de tales experiencias latinoamericanas recientes. Con referencia a la experiencia argentina, el trabajo sugiere que la profundización del dominio transnacional y la marginación de otros actores productivos como las pymes no debería ser visto como una falla institucional, sino como una forma específica de funcionamiento estatal en el contexto periférico. Al respecto, este análisis vincula la intervención estatal con la incidencia de los organismos internacionales (por ejemplo, el Banco Mundial o Banco Interamericano de Desarrollo) como nodos difusores de ideas y enfoques de política centradas en una ‘competitividad correcta’ que ha inducido al Estado a actuar condicionalmente en función del dominio transnacional de la estructura productiva doméstica.
The most important analyses of the varieties of capitalism in Latin America reflected on the hierarchical and predominant character of transnational capital or the strategic centrality of the state in its neo-developmentalist version compared to its neo-liberal precedent. However, given the persistence of the usual peripheral structural characteristics (in particular, economic transnationalization) and the ‘right turn’, it is possible to point out disregard of the historical-structural trajectory of Latin American countries and the neoliberal hegemonic context as having impeded a more adequate interpretation of recent Latin American experiences. With reference to the Argentine experience, the work suggests that the deepening of the transnational domain and the marginalization of other productive actors such as smes should not be seen as an institutional failure, but as a specific form of state operation in the peripheral context. In this regard, this analysis connects state intervention with the role of international organizations (for example, the World Bank or Inter-American Development Bank) as diffuser nodes of ideas and policy approaches focused on a ‘correct competitiveness’ that has induced the state to act conditionally on behalf of the transnational domain of the domestic productive structure.
As análises mais importantes das variedades capitalistas na América Latina refletiram em torno do carácter hierárquico e predominante do capital transnacional ou bem à centralidade estratégica do Estado em sua versão neodesenvolvimentista frente a seu precedente neoliberal. No entanto, dada a persistência das características estruturais periféricas habituais (particularmente, transnacionalização econômica) e a ‘viragem à direita’, é possível assinalar que a desconsideração da trajetória histórico-estrutural dos países latino-americanos e o contexto hegemónico neoliberal no qual as respostas estatais tiveram lugar, tem vedado uma interpretação mais adequada de tais experiências latino-americanas recentes. Com referência à experiência e a marginação de outros atores produtivos como as pmes, não deveria ser considerado como uma falha institucional, mas como uma forma específica de funcionamento estatal no contexto periférico. Neste sentido, esta análise vincula a intervenção estatal com a incidência dos organismos internacionais (por exemplo, o Banco Mundial ou Banco Interamericano de Desenvolvimento) como nodos difusores de ideias e enfoques de política centradas em uma ‘competitividade correta’ que tem induzido ao Estado a atuar condicionalmente em função do domínio transnacional da estrutura produtiva doméstica.
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