La oposición planteada entre la situación de victimización y la ciudadanía es una premisa que generalmente se da por sentada en políticas públicas y en intervenciones de la cooperación internacional. Este artículo plantea, a través de la caracterización de las políticas de la ayuda humanitaria y la cooperación al desarrollo de la Unión Europea, cuáles son los supuestos de tal oposición, demostrando que la noción de víctima se asocia a un espacio humanitario donde se privilegia la representación del extraño que sufre, y, por otro lado, se reproducen imágenes del ciudadano como aquel sujeto autónomo que puede autoabastecerse en el mercado. Así, al confluir estas políticas en lo que se ha denominado el vínculo entre ayuda de emergencia y desarrollo se termina por representar a la víctima como un sujeto desarrollable.
This article characterizes the European Union’s humanitarian aid and development policies. In so doing it shows the underpinnings of said opposition; on the one hand, it demonstrates that the notion of victim is associated with a humanitarian space that privileges the representation of a suffering stranger. On the other hand, it reproduces images of a citizen as an autonomous subject that can provide for themselves through the market. Thus, when such policies converge in what has been names emergency aid and development, the victim is depicted as a subject that can be developed.
A oposição que se coloca entre a situação de vitimização e os cidadãos é uma premissa geralmente tida como certa nas políticas públicas e nas intervenções de cooperação internacional. Este artigo levanta, através da caracterização das políticas de ajuda humanitária e de cooperação para o desenvolvimento da União Europeia, quais os pressupostos dessa oposição, demonstrando que a noção de vítima está associada a um espaço humanitário onde se privilegia a representação do estrangeiro que sofre e, por outro lado, reproduzem-se imagens do cidadão como aquele sujeito autônomo que pode se autoabastecer no mercado. Assim, quando essas políticas convergem no que se denomina o vínculo entre ajuda emergencial e desenvolvimento, a vítima acaba sendo representada como um sujeito que pode ser desenvolvido.
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