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Educação antirracista e ações afirmativas contra o crime perfeito

    1. [1] Universidade Federal do Ceará

      Universidade Federal do Ceará

      Brasil

    2. [2] Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB
    3. [3] Prefeitura de Fortaleza, Secretaria de Educação.
  • Localización: Argumentum, ISSN-e 2176-9575, Vol. 16, Nº. 2, 2024 (Ejemplar dedicado a: Questão étnico-racial, serviço social e política social), págs. 169-185
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Anti-racist education and affirmative action against the perfect crime
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      At the height of discussions around the policy of racial quotas in Brazil, anthropologist Kabengele Munanga (2010) said: “Our racism is a perfect crime, because the victim himself is responsible for his racism”. How can we, therefore, consolidate rights and combat racism without racists? Through a review of the narrative literature, and based on analysis of the legislative framework, this text highlights the tools required to put pressure on Brazilian racism? It concludes that, in addition to the Public Prosecutor’s Office and active social movements, one of the weapons against the perfect crime is that those benefiting from Affirmative Actions through racial quotas are committed to updating the norms and rules of hegemonic curricula, are aware of the selection criteria, and are aware of the historical role of the Black Movement in changing the social and racial paradigms which enables the structural transformation of a society still permeated by the ideology of racism.

    • português

      No auge das discussões sobre a política de cotas raciais, no Brasil, o antropólogo Kabengele Munanga (2010) disse: “Nosso racismo é um crime perfeito, porque a própria vítima é que é responsável pelo seu racismo”. Portanto, como consolidar direitos e combater o racismo sem racistas? Diante disso, este texto, por meio do uso de revisão de literatura narrativa e embasado em análises de um arcabouço legislativo, procura evidenciar: quais seriam as ferramentas para tensionar o racismo brasileiro? O estudo conclui que uma das armas contra o crime perfeito, além do Ministério Público e de movimentos sociais atuantes, seja que os sujeitos beneficiários das Ações Afirmativas, por meio das cotas raciais, estejam comprometidos com a atualização de normas e regras de currículos hegemônicos e atentos aos editais de seleção, que sejam conscientes da atuação histórica do Movimento Negro para a mudança de paradigmas sociais e raciais, que possibilitam transformações estruturais da sociedade ainda impregnadas pela ideologia do racismo.


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