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Lira, Priscila Lemos
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Brasil
Brasil
O artigo problematiza a agenda conservadora e moralista das primeiras assistentes sociais brasileiras, que tiveram dificuldades em compreender a complexidade das relações entre a exploração capitalista de classe e o racismo. Como forma de resistência, surgem organizações negras como a Frente Negra Brasileira, com um departamento feminino que visava preparar as mulheres negras para a sobrevivência na sociedade racista. Com o fim das organizações sociais e políticas, imposto pela ditadura do Estado Novo, só mais tarde foram retomadas abertamente as discussões sobre o racismo no Brasil. Maria de Lourdes Vale Nascimento, possivelmente uma das primeiras assistentes sociais negras do país, desponta na contramão do conservadorismo e pauta a luta pelos direitos trabalhistas das empregadas domésticas, em sua maioria, negras. Este estudo é o resultado de pesquisa bibliográfica e documental, especialmente publicações da imprensa negra como o jornal Quilombo (1948-1950) e dos movimentos negros. Consideramos tais materiais importantes fontes para pesquisas ainda pouco exploradas pelo Serviço Social.
This article problematises the conservative and moralistic agenda of the first Brazilian social workers, who had difficulty understanding the complexity of the relationships between capitalist class exploitation and racism. As a form of resistance, Black organisations such as the Frente Negra Brasileira (Brazilian Black Front) emerged, with a Department of Women that aimed to prepare Black women to survive in a racist society. With the end of social and political organisations, imposed by the Estado Novo (New State) dictatorship, discussions about racism in Brazil were only openly resumed later. Maria de Lourdes Vale Nascimento, possibly one of the first Black social workers in the country, emerged to counter conservatism and lead the struggle for the labour rights of domestic workers, the majority of whom are Black. This study is the result of bibliographic and documentary research, particularly of publications from the Black press, such as the newspaper Quilombo (1948-1950) and the movimentos negros (Black movements). We consider such material to be an important source for research yet to be explored regarding Social Work.
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