Brasil
This article analyses how racism has been seen by social workers in Belém (PA). To do so, it provides a brief contextualisation of the ethnic-racial issue in regional literature, presenting insights on the ethnic-racial debate in Brazilian Social Work, its relationship with components of the curriculum and the profile of social workers, based on race/ethnicity, gender, age, place of residence, professional practice, salary, and religion. Then, through the analysis of an applied questionnaire, it examines the silencing of social workers regarding their professional experience of racism and verifies that the majority of respondents have difficulty discussing the implications of racism in general and within social work practice, behaviour that reveals the subjectivity shaped by whiteness and the limitations of professional training regarding this issue.
O artigo analisa como o racismo tem sido visto por assistentes sociais em Belém (PA). Para tanto, realiza uma breve contextualização do tratamento dado à questão étnico-racial na literatura regional, apresentando notas sobre o debate étnico-racial no Serviço Social brasileiro, sua relação com os componentes curriculares e o perfil das assistentes sociais, com base em cor/etnia, gênero, idade, moradia, exercício profissional, rendimento salarial e religião. Em seguida, mediante aplicação de questionário, examina o silenciamento das assistentes sociais em relação à vivência profissional do racismo e, consoante os dados coletados, observa que a maioria das entrevistadas tem dificuldade em falar sobre as implicações do racismo em geral e no trabalho da assistente social, conduta que denuncia a subjetivação forjada pela branquitude e o limite da formação profissional acerca da questão.
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