Brasil
This article evidences the institutionalisation of modern slavery, and the transformation of social beings into enslaved people, as a starting point for an analysis of the racial division of labour within the Brazilian historical process. Considering enslaved people as a social beings aims to avoid any analysis that restricts the enslaved person to the perspective of a thing. The analysis is based on the ontology of the Marxist social being, founded on the exploitation of an enslaved workforce and the institutionalisation of modern slavery as the mode of production prevalent in Brazil for approximately four hundred years. It demonstrates that in order to approach the genesis of the racial division of labour in Brazilian slavery, a critical understanding of the enslaved as social beings is required.
Este artigo tem o objetivo de evidenciar a institucionalização do escravismo moderno e a transformação dos seres sociais em escravizados como o ponto de partida para analisar a divisão racial do trabalho no processo histórico brasileiro. A compreensão do escravizado enquanto ser social tem por objetivo fugir das análises que restringem o escravizado à perspectiva de coisa. Busca-se analisá-lo a partir da ontologia do ser social marxista, tendo por fundamento a exploração da força de trabalho escravizada e a institucionalização do escravismo moderno enquanto o modo de produção que predominou no Brasil por mais ou menos quatrocentos anos. Evidencia-se a necessidade de uma compreensão crítica do escravizado enquanto um ser social para se aproximar da gênese da divisão racial do trabalho no escravismo brasileiro.
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