El artículo analiza los momentos de espera durante la movilidad de personas que intentan migrar hacia Estados Unidos de América. Específicamente, se enfoca en el momento en que las personas deben hacer una parada en su trayecto y esperar en cuatro ciudades mexicanas: Tapachula, Chiapas y Tenosique, Tabasco, en la frontera sur; y Tijuana y Mexicali, Baja California, en su frontera norte. Con base en investigación cualitativa, y a partir del uso tanto de entrevistas semiestructuradas y observación participante en diferentes periodos de trabajo de campo como de literatura sobre movilidad y espera, mostramos cómo las personas migrantes viven, maniobran y significan los periodos de espera durante la estancia en estas ciudades. Nos interesa resaltar cómo estos periodos de espera –cuya intención es bloquear la movilidad hacia Estados Unidos mediante un conjunto de estrategias empleadas por el Estado– están cargados de movimiento, dado que las personas necesitan tomar decisiones y sobrevivir mientras esperan. Por lo tanto, lejos de inducir parálisis y desistimiento, los momentos de espera moldean trayectorias de movilidad a través de decisiones, nuevos conocimientos y estrategias, permitiendo la sobrevivencia en estas “ciudades de espera provisional”.
The article aims to analyze waiting periods during the mobility of people intending to migrate to the United States of America. It primarily focuses on the moment when people have to make a stop on their journey and wait in four Mexican cities: two at the southern border and two at its northern border. Based on qualitative research using different methods covering a broad period of fieldwork, and interweaving the literature on mobility and waiting, our intention is to demonstrate how migrants live, as well as manage and signify waiting periods during their stay in these cities. In addition, we wish to highlight how the waiting moment is a mechanism to stop mobility towards the United States through an array of strategies devised by the Mexican state. However, migrating people continue the movement, making decisions and surviving while waiting. That is, far from inducing paralysis and withdrawal, waiting moments shape mobility trajectories through emotions, decisions, knowledge and survival strategies in the "provisional waiting cities.”
O artigo tem como objetivo analisar os períodos de espera durante a mobilidade de pessoas que pretendem migrar para os Estados Unidos da América. Seu foco principal é o momento em que as pessoas têm de fazer uma parada em sua jornada e esperar em quatro cidades mexicanas: duas na fronteira sul e duas na fronteira norte. Com base em uma pesquisa qualitativa que utiliza diferentes métodos, abrangendo um amplo período de trabalho de campo, e entrelaçando a literatura sobre mobilidade e espera, nossa intenção é demonstrar como os migrantes vivem, bem como manejam e fazem sentido dos períodos de espera durante sua permanência nessas cidades. Além disso, queremos destacar como o momento de espera é um mecanismo para interromper a mobilidade em direção aos Estados Unidos por meio de uma série de estratégias criadas pelo Estado mexicano. Entretanto, as pessoas migrantes continuam o movimento, tomando decisões e sobrevivendo enquanto esperam. Ou seja, longe de induzir à paralisia e à retirada, os momentos de espera moldam as trajetórias de mobilidade por meio de emoções, decisões, conhecimento e estratégias de sobrevivência nas "cidades provisórias de espera".
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