Brasil
El desarrollo económico actual en el extremo occidental de la metrópoli de Río de Janeiro genera impactos socioambientales en la pesca artesanal. La formación de un eje logístico-portuario en la Bahía de Sepetiba, con empresas como el Puerto de Itaguaí, Porto Sudeste y la Companhia Siderúrgica do Atlântico, desde la década de 1970, ha transformado el territorio, afectando directamente la actividad pesquera. Este artículo examina cómo estas empresas, a pesar de promover proyectos de sostenibilidad, también provocan destrucción ambiental y afectan a las comunidades pesqueras. Pretende contribuir al debate ambiental cuestionando la racionalidad ambiental asociada al desarrollo sostenible y destacando los impactos reales en la pesca artesanal en la Bahía de Sepetiba.
Ongoing economic development on the western edge of the metropolis of Rio de Janeiro generates socio-environmental impacts for the work of artisanal fishermen. In recent decades a logistical-port axis has been forming around Sepetiba Bay, with undertakings that favor the production and circulation of goods for the international market. Among the existing enterprises in the region we highlight the Port of Itaguaí, Porto Sudeste and the Companhia Siderúrgica do Atlântico, which are part of a wide range of logistic and productive structures installed in the surroundings of Sepetiba Bay since the 1970s. The operation of these enterprises alters the materiality of the territory, directly impacting on the artisanal fishing activity. This article aims to contribute to the environmental debate by problematizing the environmental rationality that has been consolidating around sustainable development. On one hand, the dominant development model mobilizes this environmental rationality, implementing sustainability projects; on the other hand, they act on the territory causing a set of environmental destructions and impacts on the fishing communities of Sepetiba Bay.
Le développement économique en cours à la périphérie ouest de la métropole de Rio de Janeiro a des répercussions socio-environnementales sur la pêche artisanale. Au cours des dernières décennies, aux alentours de la baie de Sepetiba, un axe logistique-portuaire s’est constitué, avec des entreprises fa-vorisant la production et la circulation de marchandises destinées au marché international. Le fonctionnement de ces entreprises modifie la matérialité du territoire, impactant directement l’activité de la pêche artisanale. Cet article vise à contribuer au débat environnemental en problématisant la rationalité environnementale qui s’est consolidée avec le développement durable. Com-me résultat, on a observé que les impacts socio-environnementaux causés par le développement ont modifié les conditions territoriales des pêcheurs artisanaux, entraînant des changements dans les techniques de pêche et les relations sociales de travail. Ces travailleurs sont de plus en plus confrontés à des restrictions dans leur occupation du territoire, ce que entraîne la perte de ressources dont ils dépendent historiquement depuis des générations.
O desenvolvimento econômico em curso na borda oeste da metrópole fluminense gera impactos socioambientais para o trabalho da pesca artesanal. No entorno da Baía de Sepetiba, vem-se formando nas últimas décadas um eixo logístico-portuário, com empreendimentos que favorecem a produção e circulação de mercadorias para o mercado internacional. O funcionamento desses empreendimentos altera a materialidade do território, impactando diretamente na atividade da pesca artesanal. O presente artigo objetiva contribuir com o debate ambiental problematizando a racionalidade ambiental que vem se consolidando com o desenvolvimento sustentável. Como resultado, foi observado que os impactos socioambientais provocados pelo desenvolvimento alteraram as condições de territorialidade dos pescadores artesanais, provocando mudanças nas técnicas de pesca e nas relações sociais de trabalho. Esses trabalhadores estão enfrentando cada vez mais restrições no uso do território, resultando na perda dos recursos dos quais eles historicamente dependem há várias gerações.
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