México
La gestación, el parto y el puerperio son momentos cruciales que impactan profundamente en la dinámica familiar, abarcando aspectos fundamentales desde una perspectiva biopsicosocial. El propósito de este estudio fue analizar cómo se relacionan las características biológicas, psicológicas y sociales con la depresión posparto en mujeres del altiplano peruano. Se empleó una metodología cuantitativa con un diseño transversal y descriptivo. La población objeto de estudio estuvo compuesta por 179 mujeres en período posparto del Establecimiento de Salud José Antonio Encinas, en Puno, Perú, de las cuales participaron 78. Se aplicó la entrevista como técnica de recolección de datos, utilizando la guía de entrevista y la prueba de la Escala de Edimburgo. Los resultados revelaron que el 53% de las mujeres posparto presentaban depresión. En cuanto a las características biológicas, se observó que aquellas con más de seis controles prenatales, sin sesiones de psicoprofilaxis obstétrica, parto eutócico, antecedentes de patologías durante el embarazo y sin antecedentes de patologías en el recién nacido, tenían mayor propensión a la depresión posparto. Respecto a las características psicológicas, el apoyo familiar y de la pareja se asociaron con una menor incidencia de depresión. Desde el punto de vista social, las mujeres entre 25 y 29 años, con educación superior no universitaria, convivientes, amas de casa y madres primerizas con un solo hijo mostraron una mayor prevalencia de depresión posparto. En conclusión, se resalta la importancia del control prenatal, el apoyo de la pareja y la consideración de la edad en el diagnóstico y tratamiento oportuno de la depresión posparto.
Pregnancy, childbirth, and the postpartum period are crucial moments that deeply impact family dynamics, encompassing fundamental aspects from a biopsychosocial perspective. The purpose of this study was to analyze how biological, psychological, and social characteristics are related to postpartum depression in women from the Peruvian highlands. A quantitative methodology with a cross-sectional and descriptive design was employed. The study population consisted of 179 postpartum women from the José Antonio Encinas Health Facility in Puno, Peru, of which 78 participated. Interviews were conducted as the data collection technique, utilizing interview guidelines and the Edinburgh Postnatal Depression Scale. The results revealed that 53% of postpartum women experienced depression. Regarding biological characteristics, it was observed that those with more than six prenatal check-ups, without obstetric psychoprophylaxis sessions, eutocic births, a history of pregnancy-related pathologies, and no history of pathologies in the newborn, had a higher propensity for postpartum depression. Regarding psychological characteristics, family and partner support were associated with a lower incidence of depression. From a social perspective, women between 25 and 29 years old, with non-university higher education, cohabiting, homemakers, and first-time mothers with only one child showed a higher prevalence of postpartum depression. In conclusion, the importance of prenatal care, partner support, and consideration of age in the timely diagnosis and treatment of postpartum depression are highlighted.
A gestação, o parto e o puerpério são momentos cruciais que impactam profundamente na dinâmica familiar, abrangendo aspectos fundamentais sob uma perspectiva biopsicossocial. O objetivo deste estudo foi analisar como as características biológicas, psicológicas e sociais se relacionam com a depressão pós-parto em mulheres da região andina peruana. Foi empregada uma metodologia quantitativa com um desenho transversal e descritivo. A população-alvo do estudo foi composta por 179 mulheres no período pós-parto do Estabelecimento de Saúde José Antonio Encinas, em Puno, Peru, das quais 78 participaram. A entrevista foi aplicada como técnica de coleta de dados, utilizando-se um guia de entrevista e o teste da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo. Os resultados revelaram que 53% das mulheres pós-parto apresentavam depressão. No que diz respeito às características biológicas, observou-se que aquelas com mais de seis consultas pré-natais, sem sessões de psicoprofilaxia obstétrica, parto eutócico, histórico de patologias durante a gravidez e sem histórico de patologias no recém-nascido tinham uma maior propensão para a depressão pós-parto. Em relação às características psicológicas, o apoio familiar e do parceiro foram associados a uma menor incidência de depressão. Do ponto de vista social, mulheres entre 25 e 29 anos, com educação superior não universitária, conviventes, donas de casa e mães de primeira viagem com apenas um filho mostraram uma maior prevalência de depressão pós-parto. Em conclusão, destaca-se a importância do cuidado pré-natal, do apoio do parceiro e da consideração da idade no diagnóstico e tratamento oportunos da depressão pós-parto.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados