Brasil
Introduction: Interprofessionality in health and the practice of Interprofessional Education (IPE) have provided a new perspective for reorienting training and work practices in health. Objective: To understand the knowledge of professors from the undergraduate courses in Biological Sciences, Nursing, and Pharmacy at a Federal University in the state of Espírito Santo regarding interprofessionality in the context of health education. Method: This is an exploratory and descriptive qualitative research. Twenty-nine professors participated in the study: eight from the Biological Sciences course, twelve from the Nursing course, and nine from the Pharmacy course, all members of the Course Collegiate and the Structuring Teaching Nucleus. Data were analyzed through Content Analysis in the Thematic Analysis modality. Results: The findings indicated that professors from all three courses recognize the relevance of interprofessionality for health education but report several challenges for implementing this approach, such as the lack of training on the subject, difficulties in the teaching-service bond, extensive workload, and the absence of opportunities for interaction between students from different courses. Conclusion: From the professors’ perspectives, the main challenges for interprofessional practice in the context of health education stem from the lack of knowledge on the subject during their educational and professional training, which is mostly explored empirically. However, they acknowledge that interprofessionality is a key factor in the professional development of students.
Introdução: A interprofissionalidade em saúde e a prática da Educação Interprofissional (EIP) têm oferecido uma nova perspectiva para as práticas de reorientação da formação e do trabalho em saúde. Objetivo: Compreender o conhecimento dos docentes dos cursos de graduação em Ciências Biológicas, Enfermagem e Farmácia, de uma Universidade Federal do estado do Espírito Santo, sobre o tema da interprofissionalidade no contexto da formação em saúde. Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva de natureza qualitativa. Participaram da pesquisa vinte e nove docentes, sendo oito do curso de Ciências Biológicas, doze do curso de Enfermagem e nove do curso de Farmácia, todos integrantes do Colegiado de Curso e do Núcleo Docente Estruturante. Os dados foram analisados através da Análise de Conteúdo na modalidade de Análise Temática. Resultados: Os resultados indicaram que os docentes dos três cursos reconhecem a relevância da interprofissionalidade para a formação em saúde, mas apontam muitos desafios para a efetivação dessa abordagem, como a falta de capacitação sobre o tema, dificuldades no vínculo entre ensino e serviço, carga horária extensa e ausência de momentos que permitam a interação entre discentes de diferentes cursos. Conclusão: Na perspectiva dos docentes, os principais desafios para a prática interprofissional no contexto da formação em saúde decorrem da ausência de conhecimento sobre o tema durante suas formações educacionais e profissionais, sendo explorado apenas de forma empírica. Entretanto, reconhecem que a interprofissionalidade é um fator importante para o desenvolvimento profissional dos discentes.
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