A alimentação das abelhas é um fator importante para a sobrevivência dessas, e atualmente, o uso de transgênicos é comum entre os produtores, uma vez que o uso destes diminuiu os custos de produção, porém, há uma grande discussão se transgênicos podem prejudicar os polinizadores que estão em regiões de lavouras. Desse modo, objetivou-se avaliar a longevidade das abelhas Apis mellifera utilizando diferentes composições das dietas de soja e milho transgênicos e convencionais, alimentos que podem ser substitutos do pólen como fonte de proteína para a colmeia. Para isso, utilizou-se a teoria de Análise de Sobrevivência, onde os dados foram constituídos por censura intervalar, pois não se conhece exatamente o tempo da morte. Estimou-se a função de sobrevivência, através do modelo de regressão de Weibull com a presença de duas covariáveis: se a dieta é transgênica ou não, e o teor de proteína. A adequação do modelo foi verificada pelos gráficos das linearizações utilizando um script desenvolvido para o pacote Survival do software R, além da realização do teste da razão de verossimilhança à 1% de probabilidade, concluindo-se que a presença das duas covariáveis no modelo é significativa. Desse modo, foram construídos as curvas de sobrevivência das abelhas e do risco estimado, concluindo que os alimentos transgênicos não tiveram um efeito negativo sobre a sobrevivência das abelhas.
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