Os algoritmos tornaram-se indispensáveis na vida quotidiana, influenciando desde as esferas tecnológicas, como as plataformas de redes sociais, até à tomada de decisões financeiras e governamentais. Para além de focar-se nos serviços baseados na internet e na seleção algorítmica, este texto destaca a governação algorítmica, que pode levar à “algocracia”, um termo referente à crescente dependência dos algoritmos na tomada de decisões empresariais e burocráticas. Foi efetuada uma revisão sistemática de literatura, que revelou que, na academia, a governação algorítmica como tópico de estudo tende a surgir associada principalmente ao setor médico, explorando questões como a previsão da ansiedade, a dependência dos smartphones, programas de vacinação, soluções antitabaco, métodos de privação do sono, cuidados aos idosos e formação médica. Também no setor educacional, os algoritmos desempenham um papel significativo, permitindo aprendizagens de forma flexível em qualquer lugar e a qualquer momento, e a revisão efetuada salienta esse aspeto. Porém, há uma falta de estudos sobre a influência das plataformas mediadas por algoritmos na juventude. Nesse sentido, salienta-se a necessidade de investigação mais aprofundada, especialmente no contexto da atividade digital dos jovens, gerações particularmente ligadas à utilização de tecnologias que recorrem a algoritmos. Nomeadamente, estudos que foquem o facto de as plataformas digitais de redes sociais serem percebidas como ambientes democráticos, apesar da sua organização intrínseca, e que é algorítmica, tender a favorecer elites. Deste modo, este texto procura não só contextualizar alguma terminologia, como reforçar o amplo impacto que os algoritmos têm na vida diária, especialmente entre os jovens, até abrindo oportunidades, mas também apresentando desafios que merecem uma atenção mais aprofundada.
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