Los espacios urbanos responden a un modelo de sujeto hegemónico que es criticado por distintas corrientes que abogan por ciudades pensadas desde la diversidad humana. Sin embargo, esas objeciones suelen llevarse a cabo sin cuestionar que el primer rasgo de aquel sujeto es su pertenencia a la especie homo sapiens y que, en consecuencia, la cuestión tanto territorial como de la urbe se centra en él. Esto es problemático, ya que convivimos con individuos de diferentes grupos biológicos. A raíz de ello, mi objetivo es plantear la necesidad de un urbanismo crítico, interseccional y no antropocéntrico. Con ese fin, selecciono los cuestionamientos que recibe el modelo tradicional de habitante urbano por parte de las teorías de la discapacidad. Me detendré en el carácter capacitista del prototipo de referencia y las razones antropocéntricas que se emplean para su rechazo. Luego, argumentaré que esos motivos son especistas desde la perspectiva de la ética animal e interactúan con el capacitismo a la luz del enfoque animalista crip. Por último, daré paso al giro político para los derechos de los animales con la intención de exhibir sus implicancias en materia de urbanismo.
The concept and design of urban spaces following the standard of hegemonic individuals is criticized by alternative lines of thought which conceive cities on the basis of human diversity. Such objections, however, disregard the fact that those individuals, as a primary distinctive feature, belong to the homo sapiens species, which has implications since the conception of territory and urban space is centered around those individuals. At the outset, this last aspect appears to be dilemmatic as we live among individuals forming part of different biological groups. Due to this fact, the aim of this essay is to analyse the concept of critical urban planning that takes a more intersectional and non-anthropocentric approach. I accordingly support the theories on disability which raise objections to the traditional urban planning framework based on city dwellers. I shall therefore critically consider the capacity-model reference, stating the anthropocentric reasons to reject the traditional way of thinking. I shall base my arguments on the reasons underlying the traditional framework, being speciesist in nature from the point of view of animal ethics, which actively interact with the notion of ableism based on a crip animal approach. Finally, I shall consider the political changes supporting the latest reflections related to animal rights, with a view to depicting their implications in the context of urban planning.
Os espaços urbanos respondem a um modelo de sujeito hegemônico que é criticado por diferentes correntes que defendem cidades concebidas com base na diversidade humana. No entanto, essas objeções podem ser feitas sem questionar o fato de que a primeira característica desse sujeito é que ele pertence à espécie homo sapiens e que, consequentemente, a questão territorial e urbana está centrada nele. Isso é problemático, pois convivemos com indivíduos de diferentes grupos biológicos. Como resultado, meu objetivo é levantar a necessidade de um urbanismo crítico, interseccional e não antropocêntrico. Para isso, seleciono as questões que o modelo tradicional do habitante urbano recebe das teorias sobre deficiência. Vou me concentrar no caráter facilitador do protótipo de referência e nas razões antropocêntricas para sua rejeição. Em seguida, argumentarei que essas razões são especistas a partir da ética animal e que elas interagem com o capacitismo à luz da abordagem crip animalista. Por fim, abordarei a virada política dos direitos dos animais com a intenção de mostrar suas implicações para o urbanismo.
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