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O eu da poesia inscrito nos cruzamentos do fingimento e do delírio com o real: compreensões do sujeito lírico

    1. [1] Universidade Federal da Paraíba

      Universidade Federal da Paraíba

      Brasil

  • Localización: Revista Investigações, ISSN-e 2175-294X, ISSN 0104-1320, Vol. 33, Nº. 1, 2020 (Ejemplar dedicado a: Revista Investigações - Teoria da Literatura), págs. 1-20
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This  paper  discusses  reality/fiction  relationship  in  the  poetic  persona  at  three moments in literature. First, it was approached the similarity between the speaker of romantic subjectivity and the empirical self of the poet (GOETHE, 2017; HEGEL, 2004; 2009). Then, it was analyzed the unbound of the modern poetry from the dissolving ego, transmuting into fictional and  autonomous  language  creation  (FRIEDRICH,  1978;  HAMBURGUER,  1986).  Finally,  we presented  some  more  recent  critical  trends  (COMBE,  2010;  DE  MAN,  2012;  PUCHEU,  2014; SCARANO,  1997)  that  expand  critical  horizons  based  on  a  contemporary  poetic  persona  with dual status inscribed on the indiscernible boundaries of reality and fiction.

    • français

      Dans  cet  article  la  relation  réalité/fiction  du  sujet  lyrique  estdiscutée  dans  trois moments de la littérature. La ressemblance du moi romantique avec le moi du poète est abordée (GOETHE, 2017; HEGEL, 2004; 2009). Le détachement de la poésie moderne de l'ego dissolvant est  analysé,  se  transformant  en  création  fictive  et  autonome  du  langage  (FRIEDRICH,  1978; HAMBURGUER,  1986).  Quelques  tendances  critiques  plus  récentes  sont  évoquées  (COMBE, 2010;  DE  MAN,  2012;  PUCHEU,  2014;  SCARANO,  1997)  qui  élargissent  les  horizons  critiques basés sur un sujet lyrique contemporain à double statut inscrit sur les frontières indiscernables de la réalité et de la fiction.

    • português

      Este trabalho discute a relação realidade/ficção atuante no sujeito lírico em três momentos da literatura. Primeiramente, abordamos a semelhança do eu da subjetividade romântica ao eu empírico do poeta (GOETHE, 2017; HEGEL, 2004; 2009). Em seguida, analisamos o desvencilhar-se da poesia moderna do ego em dissolução, transmutando-se em criação ficcional e autônoma de linguagem (FRIEDRICH, 1978; HAMBURGUER, 1986). Por fim, trazemos algumas tendências críticas mais recentes (COMBE, 2010; DE MAN, 2012; PUCHEU, 2014; SCARANO, 1997) que ampliam os horizontes críticos com base em um sujeito lírico contemporâneo de estatuto duplo inscrito nas fronteiras indiscerníveis da realidade e da ficção.


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