O topos da mammarum magnitudo e das suas implicações no bem-estar e saúde das mulheres atravessou a Antiguidade, a Idade Média e o Renascimento. O médico luso Rodrigo de Castro (ca. 1546-1627/29) dedicou-lhe o último capítulo do Livro 1, Parte 2 (Praxis) do tratado De uniuersa mulierum medicina, dado à estampa em Hamburgo, no ano de 1603. Neste artigo, analisaremos os pontos essenciais dessa reflexão, identificando as fontes antigas e modernas a que o autor foi beber e discutindo o modo como incorporou no seu próprio texto os elementos recuperados, em particular, do italiano Girolamo Mercuriale (1530-1606).
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